Morre o lendário ator americano Paul Newman

Paul Newman, um dos maiores atores do século XX e uma lenda do cinema americano, morreu sexta-feira aos 83 anos, anunciou neste sábado sua fundação, a Newmans Own Foundation.

AFP |

O ator, que padecia de um câncer dos pulmões e estava muito mal nestes últimos meses, faleceu em sua casa de Westport, no estado de Connecticut (nordeste dos EUA), destacou a fundação.

Em 50 anos de carreira, Paul Newman e seus fascinantes olhos azuis protagonizaram mais de 60 filmes, entre os quais verdadeiras obras-primas como "Butch Cassidy", "Desafio à corrupção" e "A cor do dinheiro".

Ele chegou em poucos anos ao estrelato com filmes tão diversos como "Gata em teto de zinco quente", com Elizabeth Taylor, e "Exodus". Ao contrário dos "rebeldes" Marlon Brando ou James Dean, os heróis encarnados por Paul Newman sempre foram marcados pelo humor e pela gentileza.

Em 1990, ele foi eleito pela revista People um dos 50 homens mais bonitos do mundo. Em 1995, a revista britânica Empire o escolheu como um dos cem atores mais sexy da história do cinema.

"Ele era uma pessoa e um ator maravilhoso, sério, com uma vida exemplar, que deixou um imenso legado ao cinema mundial", declarou a ex-atriz e símbolo sexual italiana Gina Lollobrigida, citada pela agência Ansa. "É um homem para respeitar e apreciar", acrescentou a atriz, hoje com 81 anos.

"Nosso amigo Paul Newman deixará saudades, mas tivemos a sorte de conhecer este homem maravilhoso", expressou a fundação do ator. "A comédia era sua arte, a corrida de automóveis sua paixão. Todo seu amor ia para sua família e seus amigos. Ele trabalhava com todo seu coração e sua alma em prol de um mundo melhor para o maior número possível de pessoas", declarou o vice-presidente da Newman's Own Foundation, Robert Forrester.

Ator engajado, ele também desempenhou um papel importante no Movimento pelos direitos cívicos, participou de várias campanhas do Partido Democrata e de conferências para o desarmamento nuclear.

Já em 1968, ele passou do outro lado da câmera ao dirigir sua segunda mulher, Joanne Woodward, com quem se casara em 1958, em "Rachel Rachel".

Em 1978, Paul Newman perdeu seu filho mais velho, Scott, morto aos 28 anos de uma overdose de álcool e medicamentos. O ator criou em seguida o Centro Scott Newman, uma fundação destinada a ressaltar os perigos das drogas e do álcool entre os jovens. O centro é atualmente dirigido por Susan Newman, a mais velha de suas cinco filhas.

O filme "A cor do dinheiro", dirigido por Martin Scorcese e também estrelado por Tom Cruise, lhe rendeu em 1986 o Oscar de Melhor Ator. Ironicamente, ele recebera no ano anterior um prêmio pelo conjunto de sua obra. Em 1994, a Academia dos Oscars lhe entregou um novo prêmio, por suas atividades humanitárias.

Nos anos 80, ele lançou uma linha de produtos alimentícios incluindo biscoitos, molhos para espaguetes, vinagretes e condimentos. Os lucros arrecadados com esta atividade lhe permitiram financiar várias organizações de caridade, como uma colônia de férias para crianças com câncer.

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