Morreu hoje no Rio de Janeiro, aos 108 anos, o marechal Waldemar Levy Cardoso, o último marechal vivo no País. O mais alto posto do Exército foi extinto em 1967, quando houve a reforma estrutural da corporação definindo que somente haveria a promoção de general-de-Exército ao posto de marechal em caso de guerra.

Ele morreu de insuficiência respiratória no Hospital Central do Exército, na zona norte da capital fluminense.

Nos 48 anos de serviço ativo dedicados ao Exército Brasileiro, o marechal Levy Cardoso participou da Revolução Liberal de 1924, em São Paulo, da Revolução de 1930, que levou Getúlio Vargas à Presidência do Brasil, e da Intentona Comunista de 1935. Em 1944, já como tenente-coronel, ele comandou o 1º Grupo de Artilharia Expedicionário na Segunda Guerra Mundial. O marechal galgou a carreira militar até chegar, em 1964, a general-de-Exército. Dois anos depois, passou para a reserva no posto de marechal-de-Exército.

Em 1967, ele foi nomeado para o cargo de presidente do Conselho Nacional de Petróleo. Em março de 1969, marechal Levy Cardoso assumiu a presidência da Petrobras, cargo que ocupou até outubro do mesmo ano. Em 1971, ele foi convocado para ser Conselheiro da Administração da estatal, cargo que exerceu até maio de 1985, quando então, aos 84 anos, se afastou da vida pública. O corpo do militar será velado até o início da manhã de amanhã, no Palácio Duque de Caxias, e será enterrado com honras fúnebres no cemitério São João Batista, em Botafogo, na zona sul do Rio.

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