Morre escritor dissidente russo Alexander Solzhenitsyn

Por Maria Golovnina MOSCOU (Reuters) - Morreu no domingo o escritor russo Alexander Solzhenitsyn, cujas críticas à tirania do comando soviético o tornaram uma das figuras mais corajosas do Século 20.

Reuters |

Solzhenitsyn, vencedor do prêmio Nobel de literatura, morreu no domingo aos 89 anos, como consequência de problemas cardíacos, em sua casa perto de Moscou.

Na segunda-feira, muitos russos lamentaram a morte de um homem cujo sofrimento expôs o horror dos campos de trabalhos forçados de Josef Stalin, conscientizando uma nação inteira.

Mikhail Gorbachev, o último líder soviético, descreveu Solzhenitsyn como um 'homem de destino único cujo nome vai permanecer na história da Rússia'.

'Ele foi uma das primeiras pessoas a falar abertamente dos aspectos desumanos do regime de Stalin e das pessoas que viviam sob isso, mas não foram corrompidas', disse Gorbachev, que devolveu a cidadania soviética do escritor, à agência de notícias Interfax.

Por mais de 20 anos, Solzhenitsyn foi um símbolo de resistência intelectual ao regime comunista. Ele era veterano da Segunda Guerra Mundial e passou oito anos em campos de trabalho forçado por criticar o governo soviético.

Ele ganhou o Nobel em 1970. Quatro anos depois, foi exilado porque se recusou a fazer silêncio sobre o passado de seu país.

Ele continuou criticando o regime nos Estados Unidos, onde morou até poder voltar à Rússia, em 1994.

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