O pianista e compositor Ariel Ramirez, um dos maiores expoentes do folclore argentino, morreu ontem à noite aos 88 anos por um quadro de pneumonia agravado por um problema renal, informaram hoje fontes próximas ao artista.

Conhecido internacionalmente pelas obras como "Misa crioulla", o músico estava internado havia alguns dias em uma clínica da cidade na província de Buenos Aires de Monte Grande, na periferia de Buenos Aires, onde também se tratava de problemas neurológicos, como contou seu filho Facundo Ramirez.

Depois de ser velado hoje na sede do Parlamento argentino, o corpo do artista será sepultado no sábado no cemitério portenho de Chacarita, em um panteão da Sociedade Argentina de Autores e Compositores, da qual o pianista foi presidente por cinco mandatos consecutivos.

O artista sofria há anos de uma doença degenerativa que afetava sua memória, mas a família evitou dar detalhes.

Além de "Misa criolla", Ramírez foi o criador de obras emblemáticas como "Mujeres argentinas", "Alfonsina y el mar", "La tristecita", "Navidad Nuestra", "La hermanita perdida" e "Antiguo dueño de las flechas (Indio Toba)", entre outras.

Nascido em 4 de setembro de 1921 na cidade de Santa Fé, no centro da Argentina, Ramirez é dono de um amplo repertório de canções que foram interpretadas por artistas como Montserrat Caballé, José Carreras, Plácido Domingo e Mercedes Sosa.

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