Moradores sentem-se acuados após assassinato de policiais

RIO DE JANEIRO - Na madrugada desta quinta-feira, a moradora da Lagoa Ana Maria Simas acordou com rajadas de fuzil próximas ao seu prédio. Às 5h30, dois policias militares eram assassinados na rua Fonte da Saudade, no bairro nobre da zona sul do Rio. O sargento Joel de Almeida Gomes e o cabo Francisco Alves Pereira Júnior, responsáveis pela segurança do bairro há apenas dois meses, estavam com a viatura parada na rua, quando criminosos chegaram em um veículo e os fuzilaram.

Marina Morena Costa, do Último Segundo |

Ouvimos muito tiros. Os moradores estão acuados, trancados em suas casas com medo de sair, conta Ana Maria Simas, 54 anos, médica e membro da Associação de Moradores da Lagoa. Estamos de luto. Solidarizamo-nos totalmente com os policiais assassinados e com as famílias deles. Assustada com a violência na cidade, a moradora diz que há um ano a Associação cobra uma investigação inteligente da Polícia Civil sobre a atuação do crime organizado. Diversos crimes e bloqueio de ruas, feitos por assaltantes, têm acontecido com freqüência no bairro.

Para Ana Maria, os especialistas em segurança pública devem arquitetar uma estratégia para o Rio de Janeiro. A cidade está em guerra. Quando um represente da segurança pública é assassinado desta maneira brutal, o que nós da sociedade civil podemos esperar?, diz a moradora.

A Associação de Moradores afirma que continuará a reivindicar providências e melhores equipamentos para os policiais. Todos nós cariocas sofremos igual. Não importa se é morador da Lagoa, do Leblon, da Rocinha ou do Borel. A dor, a emoção e o medo são os mesmos. Dia após dia as pessoas morrem, são assassinadas ou sofrem com a violência. É uma tristeza ver uma cidade tão maravilhosa como o Rio em estado de pavor, diz Ana Maria.

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