Moradores protestam na favela Paraisópolis, em São Paulo

SÃO PAULO - Moradores atearam fogo no fim da tarde desta segunda-feira em pedaços de madeira e outros objetos em ruas da favela Paraisópolis, na zona sul de São Paulo, próximo do Morumbi, bairro de classe média alta da cidade. Em meio ao movimento, moradores montaram barricadas, destruíram e atearam fogo em diversos veículos e depredaram estabelecimentos. O Corpo de Bombeiros enviou oito viaturas para apagar os focos de incêndio. Segundo a Polícia Militar (PM), que tenta controlar o tumulto, a ocorrência teve início às 17h30.

Redação com Agência Estado |

AE

A PM diz que o motivo do protesto seria a morte de um homem, que teria roubado um carro em Curitiba, e foi baleado e morto em um conflito com a polícia na região de Paraisópolis neste domingo. De acordo com as redes de televisão Bandeirantes e Record, pelo menos quatro carros e um estabelecimento comercial foram depredados pelos manifestantes.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informa que há 60 viaturas da polícia no local e 120 homens da Tropa de Choque e da Força Tática, além de 12 carros  do Corpo  de Bombeiros e 34 bombeiros. Três policiais foram internados com ferimentos e não correm risco de morrer. Há nove pessoas presas, três delas menores. Todos foram encaminhados ao 89º DP da capital. Segundo a SSP, a polícia não vai sair da favela até que seja estabelecida a ordem no local. 

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou que o trânsito permanecerá bloqueado na região até a liberação pela PM (que não tem hora prevista para acontecer), entre as ruas Dr. Francisco Tomas de Carvalho e Dr. Flávio Américo Maurano, que fazem a ligação entre as avenidas Morumbi e Giovanni Gronchi. A alternativa para o motorista é seguir pela Giovanni Gronchi.


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