Moradores procuram pertences após incêndio em favela de São Paulo

SÃO PAULO - Moradores da favela Diogo Pires, no Jaguaré, zona oeste de São Paulo, que foi atingida por um incêndio na tarde deste domingo, voltaram ao local nesta segunda-feira para procurarem por seus pertences em meio aos barracos destruídos.

Redação com Agência Estado |

    O fogo queimou uma área de 2 mil metros quadrados e desabrigou 350 famílias. Segundo o Corpo de Bombeiros, não houve vítimas.

    Vagner Campos / Futura Press
    Vista dos barracos destruídos após incêndio em favela de São Paulo

    Cinco pessoas sofreram intoxicação pela fumaça e foram encaminhadas, de ambulância, para um hospital da região. Outras se feriram levemente por quedas enquanto corriam para fora dos barracos. Uma indústria química que fica ao lado da favela teve de ser isolada pelos bombeiros por causa do risco de explosões.

    As causas do fogo, que começou por volta das 17 horas e só foi controlado 3 horas depois, são desconhecidas - moradores alegam que ocorreu curto-circuito em uma fiação.

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    Moradores tentam recuperar pertences após a liberação dos bombeiros

    Além da indústria química, outra preocupação dos bombeiros era que o fogo atingisse um conjunto habitacional vizinho da favela. Nem a fábrica nem os prédios sofreram consequências.

    A doméstica Josefa Pires Barbosa, de 33 anos, mãe de quatro filhos pequenos, disse à Agência Estado que perdeu tudo o que tinha. "Só salvei os meus filhos".

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    Morador no terreno em SP
    O pedreiro Jorge Chagas, de 39, relatou à agência que viu quando o fogo começou. "Duas crianças tentaram apagar com água. Não conseguiram e o fogo tomou conta de tudo. Só deu para salvar a máquina de lavar roupas e o micro-ondas."

    O prefeito Gilberto Kassab (DEM) esteve na favela e afirmou que havia um projeto da Prefeitura para a desocupação da área. Parte das famílias, segundo ele, já estava cadastrada por programas sociais da administração municipal.

    Neste domingo, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) havia bloqueado, na esquina com a Marginal do Pinheiros, duas vias que dão acesso à favela: as avenidas Alexandre Mackenzie e Dracena. Nesta segunda, a CET informou que as vias já estão liberadas. 

    Segundo a  Eletropaulo, o fornecimento de energia para a região do entorno do local do incêndio também está normal nesta segunda-feira.

    (Com informações do jornal "O Estado de S. Paulo")

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