Moradores fazem protesto contra abusos policiais na Vila Cruzeiro

RIO DE JANEIRO ¿ Cerca de 100 moradores da Vila Cruzeiro, na Penha, zona Norte do Rio, fazem um protesto nesta segunda-feira contra a forma como está sendo feita a ocupação do Batalhão de Operações Especiais (Bope) na comunidade. Os agentes estão na favela há cerca de um mês. Um membro da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio (OAB-RJ) esteve no local acompanhando o movimento.

Redação |

Os manifestantes estão reunidos na praça São Lucas e denunciam os abusos de policiais contra os moradores. Agentes do 16º BPM (Olaria) e do Bope vigiam o protesto e contam com o apoio de dois veículos blindados. O comércio da Avenida Nossa Senhora da Penha está parcialmente fechado e as escolas da região suspenderam as aulas.

A assessoria de comunicação da OAB-RJ declarou que a Comissão de Direitos Humanos foi procurada pela associação de moradores da Vila Cruzeiro com o intuito de denunciar os abusos policiais na comunidade. De acordo com o membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ, Ivan Vieira Júnior, os manifestantes reclamam da forma como a ocupação está sendo feita na favela e não da operação em si.

"Os moradores denunciaram que os policiais não respeitam a propriedade privada, quebram pertences pessoais, xingam as pessoas e, em alguns casos, até agridem", disse.

O membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ vai fazer um relatório sobre o caso e acompanhar de perto a forma como a operação do Bope é realizada na Vila Cruzeiro. Se for o caso, segundo ele, a OAB-RJ entrará em contato com a polícia para tratar da questão.

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