Os moradores da Favela do Sapo, localizada na pista local da Marginal do Tietê, temem que a Prefeitura de São Paulo comece hoje os trabalhos de desapropriação do terreno, por isso realizaram uma reunião e decidiram conversar ainda com os representantes da Prefeitura no momento em que o efetivo responsável pelos trabalhos chegar. A intenção dos moradores é convencer a Prefeitura a adiar a desocupação e conseguir um respaldo financeiro para as cerca de 450 famílias que moram no local e que tiverem de abandoná-lo.

Caso não cheguem a um acordo, as famílias podem resistir. Nenhuma das faixas da Marginal do Tietê havia sido bloqueada até as 7 horas.

Hoje, no começo da manhã, ainda era calmo o clima na Favela do Sapo, localizada no sentido Penha, entre as Pontes da Freguesia do Ó e do Limão, na Água Branca, zona oeste da capital paulista. Parte das famílias que moram no local fechou os acessos às vielas da favela utilizando carrinhos de mão com entulho e pedaços de madeira e outros objetos.

Policiais militares estão posicionados no local desde o fim da madrugada apenas para, segundo eles, evitar uma eventual tentativa dos moradores de fechar a pista da Marginal do Tietê, como ocorreu ontem. A subprefeita da Lapa, Soninha Francine, afirmou que cerca de 80 famílias que estão há mais de cinco anos na favela têm direito a atendimento habitacional - indenização. As demais seriam atendidas ou não, de acordo com critérios da Secretaria de Habitação (Sehab). A capital tem 1.632 favelas - 19 delas nas Marginais. A Sehab coordena a remoção das moradias em áreas consideradas de risco.

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