Moradores culpam linha do Corcovado por desabamento

Depois de enterrarem as irmãs Kamylle Tácia e Karollyne Tácia, gêmeas de 16 anos, e Maria Isabel Santos de Jesus, de 8 anos, vítimas do desabamento da encosta do Silvestre, moradores da Comunidade dos Guararapes, no Rio de Janeiro, protestaram, no bairro do Cosme Velho, em frente à Estação da Estrada de Ferro do Corcovado, que transporta turistas à estátua do Cristo Redentor. Segundo o presidente da Associação dos Moradores da Comunidade Guararapes, Jacir Urbano da Silva Filho, o desabamento da encosta que atingiu a casa onde as três irmãs dormiam foi provocado pelo desvio da água que escorre pelo morro, junto à linha férrea.

Agência Estado |

"Eles colocaram uma viga que desvia a água para o terreno ao lado, onde existe uma capelinha, acima da rua. O acúmulo da água provocou a queda de barreira", acusou Silva Filho. A mudança foi feita há quatro anos e, segundo moradores, causou outros desabamentos em anos anteriores. Na terça-feira, depois do desabamento da casa, moradores da comunidade estiveram na estação do trenzinho e depredaram um dos vagões.

A acusação é rebatida por Sávio Neves , diretor da Estrada de Ferro, que promete descobrir os autores da depredação para cobrar judicialmente pelos prejuízos. "A estrada de ferro existe há 50 anos com o mesmo traçado, não sofreu nenhum intervenção. A água veio como um aluvião. O morro do Corcovado teve cinco deslizamentos acima da estrada de ferro e a comunidade fica abaixo. É um absurdo. É muito triste ver que as pessoas, em um momento de tragédia, querem achar um culpado em uma situação que não existe. É uma grande irresponsabilidade".

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