Moradores contam versão diferente da PM sobre tiroteio

Policiais militares e moradores da favela do Jacarezinho, na zona norte do Rio, contaram versões diferentes sobre o começo do tiroteio que matou oito pessoas esta tarde. O comandante do 3º Batalhão na PM, tenente-coronel Álvaro Moura, responsável pela operação, afirmou que sete mortos eram criminosos e que a oitava vítima foi o cabo da PM Adriano Ferreira da Silva, de 28 anos.

Agência Estado |

Segundo Moura, todos os criminosos estavam armados e reagiram a tiros à chegada de uma equipe do 3º BPM que fora ao local para checar denúncia de que uma quadrilha se organizava para roubar carros na Avenida D. Helder Câmara, um dos acessos à favela.

Moradores, porém, contam outra versão. Segundo eles, um grupo de policiais chegou à paisana por volta de 11h30, já atirando.

Mortos em confrontos

No ano passado, policiais civis e militares do Rio mataram oficialmente 1.048 pessoas em alegados confrontos, que são registrados como autos de resistência. Esses números começaram a ser divulgados pelo governo a partir de 1998.

Em 12 anos, foram 10.459 casos. O período em que a polícia mais matou foi durante o governo de Sérgio Cabral Filho (PMDB): 3,2 pessoas por dia, em média.

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