Morador de rua diz ter molestado e matado menina em Curitiba, afirma polícia

CURITIBA - O morador de rua Mariano Torres Ramos Martins, 45 anos, disse na manhã desta quarta-feira ter molestado sexualmente e sufocado a menina Lavínia Rabech da Rosa, 9 anos, enquanto sua mãe havia saído para comprar drogas e seu padrasto dormia no sofá. As informação são da polícia do Paraná.

Redação |

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Na tarde de terça-feira, a mãe de Lavínia havia revelado em seu segundo depoimento à polícia que é usuária de crack. Maura Bela Rosa também disse que o morador de rua Mariano Torres Ramos Martins costumava frequentar a casa para se drogar.

Em seu depoimento nesta quarta, Mariano contou que usava crack com a mãe da vítima no banheiro da casa na noite em que matou Lavínia. Vizinhos afirmaram anteriormente à polícia ter visto o suspeito entrando na casa da vítima por volta das 20h, quando o padrasto da menina estava num bar.

O acusado disse que depois de consumir quatro ou cinco pedras de crack, a droga acabou e Maura Rosa saiu de casa para buscar mais. O homem contou para a polícia que ouviu o padrasto chegar em casa e se acomodar na sala para dormir. Mariano esperou que Mário pegasse no sono e, então, subiu na cama e molestou Lavínia, que teria acordado e gritado. Em seguida, pegou um cordão de sapato e enforcou a garota. O acusado descartou a participação da mãe de Lavínia no crime. A condição em que o depoimento foi prestado à polícia não foi revelado.

Mudança do depoimento

A mãe de Lavínia e seu companheiro, Mário Luiz de Castro, já tinham mudado sua versão sobre a noite do crime na tarde de terça-feira. O delegado Rogério Martins de Castro pediu que ambos prestassem novo depoimento porque havia contradições em suas primerias declarações, colhidas um dia após o crime.

Maura Rosa revelou que costuma usar drogas com Mariano no banheiro de sua residência e que ele tinha acesso à casa mesmo quando não havia ninguém. Ela também contou que estava em casa entre as 19h e 23h30, quando Lavínia teria sido morta.

O padrasto da menina declarou que saiu de casa por volta das 19h, e encontrou o morador de rua no portão, que pediu permissão para entrar e se drogar com Maura. Mário disse que não permitiu.

De acordo com a polícia, ele teria voltado para a residência antes das 22h e dormido no sofá. Ele ainda disse ter ouvido barulhos no banheiro, mas não ter ido verificar, já que era o local onde a mulher costumava se drogar.

Por volta das 23h45, Mário acordou com os gritos de sua mulher, afirmando que havia alguém embaixo da cama onde ela dormia com suas duas filhas. Neste momento, Mariano teria saído correndo. Segundo o depoimento do casal, a mãe de Lavínia correu atrás de Mariano com uma faca, desistiu de alcançá-lo a pedido do marido e parou em um telefone público para ligar para a polícia. Quando voltaram para a casa, o casal percebeu que Lavínia estava morta.

Na versão anterior, Maura disse que havia deixado a menina sozinha em casa para ir a casa de sua mãe e quando retornou para buscá-la encontrou o morador de rua dormindo embaixo da cama e a menina morta. Mariano, por sua vez, declarou no primeiro depoimento que Lavínia havia caído de bicicleta e ele apenas teria socorrido a menina.

Mariano está preso no Centro de Triagem de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, e será indiciado por atentado violento ao pudor e homicídio. Ele era foragido da Colônia Penal Agrícola, em Piraquara, e tinha mandado de prisão expedido por porte ilegal de armas e por dois roubos. A polícia também analisa a possibilidade de indiciar Maura por corrupção de menores. A decisão deve ser tomada até o início da semana que vem.

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