O monitoramento que a Polícia Civil de São Paulo fez no sinal do celular do estudante Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, de 24 anos, suspeito das mortes do cartunista Glauco e de Raoni, indica que, apesar de ter confessado a autoria do crime, ele mentiu durante o http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2010/03/17/estudante+diz+a+policia+que+premeditou+morte+de+glauco+9430770.htmldepoimento dado em Foz do Iguaçu (PR) para o delegado Archimedes Cassão Veras Júnior, do Setor de Investigações Gerais (SIG) da Delegacia Seccional de Osasco, na Grande São Paulo.

AE

"Cadu" na sede da PF em Foz de Iguaçu

No depoimento dado nesta terça-feira, Cadu, como era conhecido o estudante, afirmou que fugiu do local do crime a pé e ficou em área de mata planejando sua fuga, quando teria roubado um carro para poder fugir.

Mas de acordo com o monitoramento do celular, Cadu apresentou uma movimentação intensa no dia do crime. Os dados ainda revelam que no sábado, dia posterior ao assassinato, o estudante voltou duas vezes para a área do crime. Quando ele ligou para Bia, viúva do cartunista, no sábado à noite, Cadu estava da área da antena que cobre a residência das vítimas.

De acordo com o delegado Marcos Carneiro, diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo (Demacro), Cadu poderia tentar fazer alguma outra violência contra a família de Glauco. Acreditamos que ele só não tomou uma atitude maior porque havia policiamento preventivo no local.

Esse monitoramento também contradiz a versão de que Carlos Eduardo teria fugido do local a pé. De acordo com as informações recolhidas pelo sinal do celular, ao fugir, Cadu teria feito um percurso de 8 quilômetros em 9 minutos, o que é impossível de ser feito a pé.

O delegado do Demacro, também esclareceu que o estudante Felipe Oliveira Iasi, que teria levado autor dos disparos até o local do crime, continua sendo tratado com investigado, apesar de Cadu tê-lo inocentado em seu depoimento.

Segundo Carneiro, são cinco hipóteses para ação de Felipe no dia do crime: coautoria, participação, favorecimento pessoal ao Cadu, vítima ou testemunha.

Morte de Glauco

De acordo com a versão da polícia e de testemunhas, no fim da noite de quinta-feira, o estudante foi ao encontro de Glauco e Raoni, com uma pistola 765, e após uma discussão matou os dois. Eles foram socorridos por moradores e levados ao Pronto-Socorro Albert Sabin, mas não resistiram aos ferimentos.

A família de Glauco diz que ele estava muito transtornado. Deu soco no Glauco, durante a discussão, e uma coronhada de revolver na mulher do cartunista, antes de disparar quatro vezes contra Glauco e quatro vezes em Raoni.

Após matar pai e filho, Carlos Eduardo, ainda de acordo com a família, fugiu em um Gol dirigido por Felipe de Oliveira Iasi, de 23 anos. O jovem se apresentou no domingo à polícia e negou essa versão .

Carlos Eduardo admite ter matado Glauco e filho; veja

(*com informações da Agência Estado)

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