Tamanho do texto

A missa em comemoração ao Dia da Padroeira do Brasil uniu PT e PSDB hoje no Santuário Nacional de Aparecida, em Aparecida, no Vale do Paraíba. O presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT), o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o recém eleito vereador em São Paulo, Gabriel Chalita (PSDB) sentaram-se lado a lado por duas horas, na celebração comandada pelo arcebispo de Crateús (CE), dom Jacinto de Brito Sobrinho.

Ao contrário do que ocorreu em anos anteriores, os políticos se sentaram longe da imprensa, para não serem fotografados durante a missa. Em seguida, em uma coletiva rápida, sentaram-se novamente próximos e se apresentaram. Enquanto Gabriel Chalita se apresentou como vereador eleito e Chinaglia como presidente da Câmara, o ex-governador e ex-candidato a prefeito de São Paulo, Geraldo Alckmin, limitou-se a dizer: 'Geraldo Alckmin, devoto de Nossa Senhora Aparecida". Durante a coletiva Chinaglia e Alckmin procuraram não falar de política. "Sou devoto de Nossa Senhora. Meu pai tinha uma promessa a cumprir para mim aqui, e por isso venho, por motivo particular", afirmou o presidente da Câmara. Alckmin também fez questão de dizer que vai a Aparecida todos os anos.

"Independente de processo eleitoral venho todo ano à missa de Nossa Senhora. Antes de ser político, me prezo por ser cristão". O ex-candidato a prefeito de São Paulo fez considerações sobre o processo eleitoral na capital. "A imprensa é sempre positiva, sempre necessária, é o pilar da democracia. Não me senti prejudicado pela imprensa, mas é difícil fazer uma avaliação que demanda de um pouco mais de estudo, de análise". O ex-governador não quis falar dos planos para 2010 e afirmou já ter voltado ao trabalho. "Sempre trabalhei, desde os 16 anos, e nunca requeri nenhum tipo de aposentadoria parlamentar, embora até tenha direito. Então já voltei pra medicina, na sexta-feira e continuo dando aula em faculdades em São Caetano e Santos."