BRASÍLIA - Os ministros da Justiça, Tarso Genro, e o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Jorge Félix, decidiram nesta segunda-feira solicitar por meio da Advocacia Geral da União (AGU) a permissão para que oficiais da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) acompanhem a abertura do lacre e a verificação dos documentos apreendidos há 12 dias no Centro de Operações da Abin no Rio. Participaram da reunião membros da direção da Polícia Federal e Abin.

Acordo Ortográfico A proibição à participação da agência na análise técnica foi decretada pelo juiz Ali Mazloum, da 7ª Vara Criminal Federal de São Paulo. Em nota, o ministério reitera haver entre a Abin e a Polícia Federal uma relação de colaboração, com as devidas competências e que confia na isenção tanto das autoridades do inquérito como do Ministério Público Federal e da Justiça.

O material apreendido inclui computadores, celulares, mídias, HDs, pen drives e notebooks recolhidos com agentes e com o delegado Protógenes Queiroz, responsável pelo desencadeamento da Operação Satiagraha, que culminou na prisão do banqueiro Daniel Dantas. A PF investiga o vazamento de informações e a atuação indevida de agentes da Abin na operação.

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