Ministros do STF terão segurança armada no RJ e SP

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu contratar equipes de segurança armada para proteger seus ministros durante viagens a São Paulo e Rio de Janeiro. A iniciativa é mais uma demonstração de que a Corte está bastante preocupada com a segurança de seus ministros depois de incidentes recentes como assaltos, recebimento de carta com pó suspeito e grampo telefônico.

Agência Estado |

Uma licitação foi lançada pelo STF para contratação de empresa especialização na prestação de serviços de apoio administrativo na área de segurança pessoal privada armada. O contrato do Rio deverá ter um valor anual máximo de R$ 394.675,20 e o de São Paulo, R$ 518.913,84.

Conforme informações do Supremo, as equipes deverão fazer a segurança dos ministros nas suas cidades, que são consideradas as mais perigosas. Foi no Rio que o presidente do STF, Gilmar Mendes, e a ministra Ellen Gracie foram assaltos no final de 2006 durante um arrastão que ocorreu na Avenida Perimetral, na zona portuária. O ministro Marco Aurélio Mello teve um relógio roubado quando estava em São Paulo.

Quando vão às duas cidades, os ministros já circulam em automóveis blindados, que são alugados especialmente para as viagens. E a segurança é feita por equipes do Tribunal Regional Federal (TRF), em São Paulo, e do Tribunal de Justiça (TJ), no Rio.

Entre as medidas de intensificação de segurança adotadas pelo Supremo nos últimos tempos destaca-se um controle mais efetivo da entrada do prédio onde está localizado o plenário do STF e o gabinete da presidência do tribunal. Anteriormente, qualquer pessoa conseguia entrar no plenário, sem se identificar. Agora, todos têm de se identificar e passar por detector de metais. Se a pessoa estiver com líquidos, como garrafas de água, é obrigada a deixar na portaria.

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