Ministro tenta amenizar mudanças no programa do PT

O ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, tentou amenizar hoje o impacto das mudanças promovidas nas diretrizes do programa de governo do PT, aprovadas na véspera pelo 4º Congresso Nacional do PT. Entre as medidas, constam o combate ao monopólio nos meios de comunicação, cobrança de impostos sobre grandes fortunas, apoio total ao polêmico Plano Nacional de Direitos Humanos e redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução salarial.

Agência Estado |

Em entrevista antes do lançamento da pré-candidatura da ministra Dilma Rousseff, Padilha lembrou que as propostas serão discutidas com os demais partidos da coalizão. A declaração deixa as proposições, que agradaram a grupos de esquerda, em um plano apenas formal. "O PT apresentou as diretrizes aos partidos aliados", disse. "Mas o programa de governo é da candidata. Vai ser discutido com a sociedade e com 17 partidos da base do governo."

O novo presidente do PT, José Eduardo Dutra, disse que o partido não deu tom mais radical às propostas. "O PT é e sempre foi um partido de esquerda, o que não significa que estejamos propondo qualquer esquerdismo. Nossos objetivos estão antenados com o que acontece no Brasil e no mundo." Ele reforçou, porém, que o programa passará pelo crivo dos aliados.

O comando do PMDB só compareceu ao ato de lançamento da pré-candidatura depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se comprometeu a intervir em Estados onde o PT resiste a apoiar candidatos peemedebistas ao governo. O compromisso foi acertado ontem à noite, em reunião de Lula com o presidente do PMDB, Michel Temer (SP), cotado para vice da chapa, e o líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR).

"Não estamos impondo nada, mas o presidente nos tranquilizou, dizendo que vai se empenhar em resolver as dificuldades nos Estados, interferindo nos locais mais problemáticos", afirmou o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN).

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