Ministro rebate críticas à Conferência da Cultura

O ministro da Cultura, Juca Ferreira, rebateu hoje críticas ao texto-base da 2ª Conferência Nacional de Cultura, fórum de debates, marcado para março, em Brasília, no qual artistas, produtores e cidadãos comuns poderão dar sugestões para a formulação de políticas públicas na área cultural. Nós não tivemos nenhum movimento no sentido de dirigismo.

Agência Estado |

O que existe é a construção de uma sociedade democrática", afirmou Ferreira, a respeito da suposta conotação intervencionista do texto, apontada por órgãos como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Associação Nacional de Jornais.

O documento diz que "o monopólio dos meios de comunicação (mídias) representa uma ameaça à democracia e aos direitos humanos" e que "os fóruns de cultura e de comunicação devem unir-se na luta pela regulamentação dos artigos da Constituição Federal de 1988 relativos ao tema. Entre eles, o que obriga as emissoras de rádio e televisão a adaptar sua programação ao princípio da regionalização da produção cultural, artística e jornalística".

"Os números da cultura no Brasil são muito ruins. A população brasileira é praticamente prisioneira da TV aberta, a única universalizada. Só seis milhões têm acesso à TV a cabo. Mais de 90% dos municípios não têm um cinema, um teatro. O Brasil se acostumou a ser uma sociedade para poucos", disse Ferreira, em discurso longamente aplaudido pela plateia de artistas, produtores e gestores da cultura.

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