Ministro Nelson Jobim critica reforma eleitoral

BRASÍLIA ¿ O Ministro da Defesa, Nelson Jobim, criticou nesta quinta-feira a retomada da proposta de incluir o voto impresso e o voto em trânsito no próximo pleito. O texto da reforma eleitoral aprovado na noite desta quarta-feira na Câmara dos Deputados sofreu uma série de modificações, inclusive com a retirada de algumas emendas polêmicas sugeridas e aprovadas pelos senadores.

Camila Campanerut, repórter em Brasília |

O documento segue agora para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem poder de vetar quantos itens quiser. Se forem publicadas no Diário Oficial da União, sem nenhum veto, até 3 de outubro, as novas regras vão valer para as eleições do ano que vem.

Agência Brasil
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, criticou pontos da reforma eleitoral

Segundo Jobim, ele irá procurar o presidente e aconselhá-lo a retirar esses dois pontos. O retorno ao texto [do voto impresso] é injustificável. Vou sugerir ao presidente que seja retirado. No mais, a reforma foi um avanço, avaliou.

Sobre o voto em trânsito, Jobim definiu como impossível combiná-lo com o voto domiciliar. Não dá para combinar. Como fazer isso no País todo? Não tendo uma rede? Fazer uma unidade sem rede?, questionou. O ministro justifica que o sistema unificado pode ser vulnerável à invasão de hackers, o que torna a votação eleitoral menos segura.

Questionado sobre outra alteração no texto da reforma, que permite candidatos com ficha suja a participar das eleições, Jobim se posicionou de forma favorável: Sou absolutamente contrário à presunção de culpa. É ingênuo pensar isso [ser contrário]. O ministro justifica que durante a campanha os candidatos vão brigar entre si e sujar a ficha um do outro.

Compra dos caças

O Ministro da Defesa concordou com o presidente Lula a respeito da expectativa de que as promessas do presidente francês Nicolas Sarkozy se comprovem com o que a companhia francesa irá oferecer no processo licitatório.

Jobim explicou que só saberá mais detalhes da aquisição das aeronaves no próximo dia 21 deste mês, quando a Comissão da Aeronáutica deve anunciar sua análise sobre todos os concorrentes.

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