Ministro nega que imagens de segurança tenham sido danificadas deliberadamente

BRASÍLIA ¿ O ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, negou que as imagens do circuito interno de segurança do Palácio do Planalto tenham sido apagadas pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) para evitar a possível confirmação da conversa entre a ex-secretária da Receita Federal, Lina Maria Vieira, e a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef.

Christian Baines, repórter em Brasília |


O ministro garantiu que o governo não tem nada a esconder em relação a esse episódio e lembrou que o general Jorge Félix, chefe do GSI, fez um convite aos parlamentares que quiserem ver com seus próprios olhos as imagens do circuito interno ou a lista de registros de entrada do prédio.

Tenho absoluta certeza que nenhum dano foi causado. Não tem o que esconder. Não há o menor interesse. O governo não tem interesse em estabelecer uma polêmica desse tipo. A partir do momento que o general Félix convida os interessados, aqueles que estão com alguma dúvida, para irem lá visitar in loco e conversar sobre isso. (...) Tenho absoluta certeza que não há interesse em esconder absolutamente nada, disse o ministro na saída da reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social.

Múcio evitou comentar detalhes dos equipamentos de segurança do Palácio do Planalto. Isso só o general pode responder, como são essas coisas, qual o sistema que a segurança prevê. (...) Temos que decidir se estamos discutindo procedimentos de segurança ou potência de equipamentos.

Na última sexta-feira, o GSI emitiu um comunicando explicando que não poderia disponibilizar as imagens do circuito, requeridas pelo DEM, porque elas ficavam armazenas apenas por 30 dias.

Hoje, porém, foi revelado pelo site Contas Abertas o edital que determinou as características do sistema de segurança do Palácio. Segundo o edital, as imagens deveriam ser guardadas em um banco de dados especifico, com capacidade de armazenamento por um período mínimo de seis meses.

Entretanto, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) afirmou nesta quinta que não estava previsto em contrato de licitação que as imagens gravadas pelas câmeras fossem guardadas por seis meses .

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