Ministro nega epidemia de infecções hospitalares provocadas por micobactérias

Brasília - O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, negou nesta quinta-feira que o país enfrente uma epidemia de infecções hospitalares provocadas por Micobactérias de Crescimento Rápido. O contágio ocorre durante a realização de procedimentos cirúrgicos e pode provocar, por exemplo, cegueira, surdez e trombose.

Redação com Agência Brasil |

  • Entenda o que são as micobactérias e como elas agem
  • Desde 2003, já ocorreram 2025 casos de infecções, além de mais três em investigação no momento, segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

    Não existe epidemia nenhuma. Existem casos isolados, em determinados estados e hospitais, que estão sendo analisados. Possivelmente, por não atenderam com rigor às exigências da legislação.

    Agência Brasil
    Ministro da saúde, José Gomes Temporão
    Temporão avaliou que as normas estabelecidas pela Anvisa são muito criteriosas no que diz respeito aos procedimentos de desinfecção e esterilização de materiais usados em cirurgias, ao participar de entrevistas a emissoras de rádio durante o programa Bom Dia, Ministro.

    A Anvisa está monitorando e já soltou um alerta nacional. É importante que as pessoas estejam conscientes e conversem com seus médicos sobre a qualidade do hospital onde pretendem fazer uma cirurgia eletiva, e [verifique] se a unidade cumpre com rigor as exigências legais.

    Na última segunda-feira (11), a Anvisa divulgou que pretende limitar o número de procedimentos cirúrgicos diários, especialmente os que usam pequenas câmeras de vídeo introduzidas nos pacientes. A medida deve ser adotada em todos os serviços de saúde do país para reduzir o número de infecções pós-cirúrgicas por Micobactéria de Crescimento Rápido, relacionadas a problemas na limpeza dos instrumentos. A finalidade é padronizar os procedimentos. Porém, ainda não há uma data definida.

    De acordo com o órgão, a aparelhagem, até então, vinha sendo apenas desinfetada ¿ procedimento que dura em torno de 30 minutos ¿ e não esterilizada ¿ procedimento recomendado e que dura cerca de 10 horas.

    Em 72% dos casos registrados pela agência, a bactéria se desenvolveu após cirurgias abdominais, videolaparoscopia, redução de duodeno e retirada de lipomas ¿ sempre em procedimentos que utilizam câmeras de vídeo ou aparelhagem similar. Não há registro de casos provocados por exames e procedimentos de diagnóstico.

    A Anvisa também sugere que os serviços de saúde que optem por outras substâncias para esterilizar os equipamentos e não mais o glutaraldeído 2% (mais usado atualmente), porque a bactéria tem demonstrado resistência ao produto.

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