O ministro da Justiça da Itália, Angelino Alfano, questionou nesta sexta-feira os motivos apresentados pelo Ministério da Justiça do Brasil para considerar o ex-ativista Cesare Battisti um preso político, informou a agência de notícias Ansa. Não há razões para que os brasileiros considerem Battisti um preso político e para que considerem o Estado italiano um Estado que não garante os direitos dos encarcerados, disse ele.

Battisti foi preso no Brasil em 2007 e recebeu refúgio político em janeiro deste ano. O benefício foi concedido pelo ministro da Justiça Tarso Genro, por considerar que ele podia sofrer "perseguição" se for extraditado. Battisti foi condenado à prisão perpétua em seu país natal por envolvimento em quatro assassinatos cometidos na década de 1970, época em que era integrante do grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC).

"Battisti não é um preso político, é um assassino condenado por seus crimes. A Itália é um país livre e democrático que certamente fará com que Battisti possa cumprir a pena segundo os princípios de um país livre e democrático", disse Alfano, segundo a Ansa.

O Supremo Tribunal Federal (STF) decide se atende a um pedido de Roma para extraditar Battisti. O julgamento do STF foi interrompido, por um pedido de vista do ministro Marco Aurélio Mello.

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