A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado realiza na manhã desta terça-feira audiência pública para debater os critérios de produtividade rural.

Serão ouvidos o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, o presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária, Plínio de Arruda Sampaio, e o ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB) Luiz Marcos Suplicy Hafers.

Em pauta, além da produtividade rural, o montante de recursos transferidos pelo governo a movimentos sociais como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), e os programas geridos pelo ministério.

CPI do MST

Os partidos de oposição devem reapresentar nesta terça-feira à Mesa do Congresso Nacional requerimento para a criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) destinada a investigar o repasse de recursos públicos, por meio de organizações não governamentais (ONGs), ao MST e as ações violentas atribuídas ao movimento.

A proposta de CPMI se baseia em uma reportagem feita pela revista "Veja" em que atos ilícitos do movimento teriam sido financiados por recursos públicos. Segundo a matéria, há quatro entidades suspeitas deste tipo de prática: Associação Nacional de Cooperação Agrícola (Anca), Confederação das Cooperativas de Reforma Agrária do Brasil (Concrab), Centro de Formação e Pesquisas Contestado (Cepatec) e Instituto Técnico de Estudos Agrários e Cooperativismo (Itac).  Elas teriam recebido R$ 20 milhões do governo entre 2003 e 2007.

Desde 2003, pelo menos 43 entidades cujos dirigentes são ligados ao MST receberam R$ 152 milhões em recursos vindos do governo. 

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