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Ministro do Esporte reconhece erro no uso do cartão corporativo em CPI

BRASÍLIA - O ministro do Esporte, Orlando Silva, iniciou seu depoimento à CPI mista dos Cartões Corporativos alegando ética e transparência em sua gestão, mas reconheceu erros na compra de tapiocas por R$ 8,30, que geraram muito desgaste para governo e para si mesmo. Silva, que até foi elogiado pela oposição, admitiu que o fato ¿passa a fazer parte folclore do político nacional¿. http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/04/08/garibaldi_cria_nesta_terca_feira_a_cpi_dos_cartoes_no_senado_1263754.html target=_topGaribaldi instala CPI só no Senado nesta terça http://congressoemfoco.ig.com.br/Ultimas.aspx?id=21756Vazamento de gastos de Lula gera polêmica em CPI

Rodrigo Ledo ¿ Último Segundo/Santafé Idéias |

O ministro do Esporte disse que, a partir do momento em que assumiu seu cargo, em maio de 2006, adotou o cartão de pagamentos como único instrumento de suprimento de fundos.

Isso se deu por orientação geral do governo, de que esse método seja utilizado crescentemente na administração federal. O uso do cartão pelo ministério e pelo ministro se deu em itens para exclusivo cumprimento de agendas de trabalho, para despesas com transporte, hospedagem e alimentação, defendeu-se Orlando Silva, para depois citar o caso da tapioca.

Ele se dispôs a comentar três fatos mais rumorosos envolvendo seu nome. Primeiro o famoso caso da tapioca, que passa a fazer parte do folclore político nacional: o uso do cartão em Brasília foi detectado pelo controle interno do ministério. Por um engano, utilizei o cartão em Brasília, e não se pode utilizar em Brasília, desculpou-se.

Mas o ministro disse ter estranhado que a imprensa não tenha noticiado o fato de ele ter recolhido o valor de R$ 8,30 muito antes das publicações de matérias sobre o ocorrido. Identificado pelo controle interno no tempo adequado, houve o recolhimento de R$ 8,30 daquele gasto em 29 outubro de 2007, portanto muito antes da veiculação pela mídia. Me causou estranheza que notícias inicialmente tenham ocultado o recolhimento no tempo devido, reclamou Orlando Silva.

Segundo ele, outra notícia que alcançou alguma repercussão na imprensa diz respeito à hospedagem na cidade do Rio de Janeiro, em um  hotel de luxo, no qual se instalou não só o ministro como sua esposa, sua filha de nove meses e sua babá. Ele reiterou que estava em cumprimento de agenda oficial e que tal compromisso exigia a presença de sua esposa, além da babá em função da impossibilidade de deixar a criança sozinha.

Homens que cumprem funções públicas sabem que muitas vezes o protocolo exige, em situações de representação, que o titular se faça acompanhado de seu cônjuge. E a primeira notícia oferecida pela minha assessoria foi a de que não haveria ônus adicional pela presença de minha esposa, esquivou-se, acrescentando que posteriormente a assessoria informou a ocorrência de gasto adicional que exigiria desembolso do ministro, e a providência foi devidamente tomada.

O outro "fato rumoroso" esclarecido pelo ministro foram almoços custeados de forma supostamente irregular pelo Ministério do Esporte. "Insisto que todas as vezes em que utilizei o cartão foi em cumprimento de agendas. O fato é que em todo ano de 2007, a utilização do cartão durante refeições se deu junto com equipe ministerial ou em encontros com dirigentes ou outras autoridades em reuniões de trabalho".

A oposição foi menos contundente com Orlando Silva do que com o depoente anterior da CPI mista dos cartões corporativos, o general Jorge Félix. O ministro do Esporte chegou a ser elogiado pelos oposicionistas.

O deputado federal Índio da Costa (DEM-RJ) falou que foi o depoimento mais esclarecedor. O deputado tucano Carlos Sampaio (SP) também avaliou que o ministro depôs com clareza e ressaltou o fato de Orlando Silva ter optado por devolver o dinheiro referente a compras de seu cartão antes da finalização de auditorias.

Um dos parlamentares mais provocativos, o deputado federal Vic Pires (DEM-PA), por exemplo, preferiu atacar o PT do que criticar o uso do cartão por Orlando Silva.

"O PT jogava pedra e depois apurava [fatos suspeitos], e agora vem dar uma de santinho. Eu acho que o senhor deve, sim, ficar em hotel de luxo, não faço esse tipo de política menor", discursou Pires. Ele acusou o governo de não proteger o ministro do Esporte, que é do PCdoB, como faz com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

"Eu, no seu lugar, mandava o seu governo pro raio que o parta. O senhor está sendo fritado pelo governo [por ter sido convidado pela CPI com apoio de parlamentares da base aliada], e a ministra Dilma está sendo blindada [porque teve requerimentos de convocação rejeitados pela maioria de votos governistas]. Por que o governo não fez com o senhor o que faz com ministra Dilma?", questionou o deputado do DEM. 
Tapioca

O ministro do Esporte gastou, entre outros, R$ 468,05, no dia 25 de setembro, em um restaurante localizado na região da Bela Cintra, em São Paulo. Segundo o Portal Transparência Brasil, Silva comprou com o cartão uma tapioca, em Brasília, no valor de R$ 8,30 e, no dia 29 de junho, quando a agenda do ministro previa despachos internos, foram gastos R$ 196,23 em uma churrascaria no Rio de Janeiro.

No dia 2 de fevereiro, o ministro deu coletiva para anunciar que devolveria R$ 30.870,38 , que corresponderiam a seus gastos nessa modalidade em 2006 e 2007. Ressalvou que foram somente despesas, e não saques, e que a maior parte se destinou a pagamento de hospedagem. Disse também que repassararia todos os comprovantes de gastos à Controladoria-Geral da União (CGU). Quanto à tapioca, ele disse ter se confundido e pensava ter usado seu cartão pessoal de crédito.

Antes de Orlando Silva, foi ouvido o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Jorge Armando Félix.

Mais depoimentos

A ex-ministra da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, e o diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Paulo Lacerda devem depor na quarta-feira.

Depois, será a vez do ministro da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca, Altemir Gregolin, e do ex-ministro do Gabinete da Segurança Institucional da Presidência no governo Fernando Henrique Cardoso Alberto Cardoso, na quinta-feira.

A presidente da CPI, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), já afirmou que os trabalhos poderão acabar se a base aliada não permitir a convocação de pessoas ligadas à Presidência e a requisição de documentos considerados sigilosos.

No Senado, uma CPI exclusiva deve ser instalada nesta terça-deira sobre o tema, já que oposicionistas dizem que estão sendo atropelados por não conseguirem aprovar os requerimentos.

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