Ministro diz que País não será lixeira e promete mais fiscalização

RIO DE JANEIRO - O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, prometeu nesta segunda-feira ampliar a fiscalização e a vistoria de contêineres nos portos brasileiros para evitar a chegada de novas remessas de lixo ilegal e resíduos tóxicos ao País. O ministro anunciou que irá fechar o cerco contra as remessas ilegais de lixo nos principais portos brasileiros, que serão equipados com aparelhos de Raio-X para ajudar a Polícia Federal na vistoria dos contêineres.

Reuters |

Minc estima que 85% das mercadorias que passam pelas alfândegas dos portos do País ou não são vistoriadas, ou não são abertas ou não tem a documentação analisada.

Os contêineres com lixo importado ilegalmente da Grã-Bretanha -inclusive resíduos hospitalares e metais tóxicos - que chegaram ao Brasil pelos portos de Santos, em São Paulo, e Rio Grande, no Rio Grande do Sul, foram recolhidos neste fim de semana e estão sendo levados de volta para a Inglaterra.

"Vamos fazer uma investigação de mercadorias que já entraram para saber o quanto foi queimado ou enterrado aqui", disse Minc a jornalistas no Rio de Janeiro.


Lixo ilegal chegou ao Brasil em contêineres / AE

O ministro disse ainda que a mesma empresa responsável pela vinda desse material para o Brasil importou no ano passado 500 contêineres. "Queremos saber onde foi parar", afirmou ele.

Minc garantiu que questionará os países ricos sobre a exportação de lixo nessa semana quando encontrar representantes de Grã-Bretanha e Estados Unidos para discussões sobre o clima.

"Vamos chamar a responsabilidade dos países ricos. Eles não podem fazer um discurso de que vão salvar o planeta e, ao mesmo tempo, mandam lixo para os países em desenvolvimento", afirmou. "Isso eticamente e moralmente não é correto e vou avisar que o Brasil não será a lata de lixo do planeta."

Leia mais sobre lixo

    Leia tudo sobre: carlos mincinglaterralixo

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG