Ministro da Pesca rebate acusações na CPI dos Cartões

BRASÍLIA - O ministro da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca, Altemir Gregolin, iniciou seu depoimento na CPI mista dos Cartões Corporativos rebatendo acusações de uso irregular desse meio de pagamento. Gregolin disse que cometeu dois erros que não foram considerados ilegalidades por órgãos de fiscalização, e que casos famosos como o de R$ 70 numa chopparia paulista se referem a gastos feitos estritamente em cumprimento de agendas oficiais.

Rodrigo Ledo ¿ Último Segundo/Santafé Idéias |

O ministro da Pesca foi convocado pela CPI mista para explicar gastos como o de R$ 512,60, em dezembro de 2006, numa churrascaria famosa de Brasília, em almoço com uma delegação chinesa. Segundo Altemir Gregolin, de fato a despesa era equivocada porque apenas órgãos essenciais da Presidência da República podem fazer despesas com delegações estrangeiras, mas o erro foi corrigido com o ressarcimento no mesmo valor que fez aos cofres público.

Apesar de não ter havido dolo, a secretaria de controle interno recomendou o ressarcimento aos cofres do Tesouro Nacional da quantia paga equivocadamente, e imediatamente após a recomendação o valor foi recolhido. A Controladoria Geral da União (CGU) revalidou a conclusão e recomendou a criação regras que permitisse despesas com delegações estrangeiras, contou o ministro.

Ele continuou seu depoimento acrescentando que uma segunda questão citada pela CGU como impropriedade (erro administrativo) foi o pagamento de R$ 26 em restaurante no Rio Grande do Sul, de cuja nota fiscal constavam dois almoços. Ele reconheceu que as normas só permitem o seu próprio almoço e disse que devolveu os R$ 26 ao Tesouro Nacional.

Um caso celebrizado foi o do gasto de R$ 70 numa chopparia de Ribeirão Preto (SP), em julho de 2007. Almocei num restaurante que é restaurante e chopparia, o destaque [na mídia] foi porque era uma chopparia, mas foi o único gasto naquele município naquele dia, disse.

Sobre outra notícia, sobre despesas em sua cidade natal, Chapecó (SC), procurou desmentir denúncias de que utilizou o cartão para fins particulares. Foi veiculado que tive sete agendas oficiais em Chapecó, minha cidade de origem, e que usei dinheiro público. Não é verdade, só tive duas agendas, afirmou.

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