Ministro da Justiça admite clima tenso em Roraima

BRASÍLIA - O ministro da Justiça, Tarso Genro, falou nesta quinta-feira sobre a situação dos policiais federais designados para ajudar no movimento de demarcação da área indígena da reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima. ¿Naturalmente, a situação deles não é das melhores, das mais cômodas¿, disse. E acrescentou: ¿mas os policiais estão preparados para agüentar a pressão. ¿Eles têm tutano para agüentar. Isso era previsto¿, afirmou o ministro, referindo-se ao conflito entre o grupo de arrozeiros que ocupa a reserva desde a década de 80 e que se recusa a sair do local.

Regina Bandeira - Último Segundo/Santafé Idéias |

Na semana passada, a Polícia Federal foi obrigada a suspender as ações de retirada do grupo invasor (não indígena) por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido do governador de Roraima, José Anchieta (PSDB), que temia um ambiente de extrema violência na região.

Durante a coletiva onde avaliou a aprovação da MP das bebidas alcoólicas, o ministro da Justiça adiantou que os policiais que estão em Raposa Serra do Sol serão trocados de tempo em tempo, farão um rodízio, para manterem a operação menos tensa. O ministério da Justiça vai dar todo apoio à PF, garantiu.

MST

O ministro também comentou o discurso de posse na presidência do STF do ministro Gilmar Mendes que, nesta quarta-feira, cobrou firmeza nas ações das autoridades do governo com relação aos abusos cometidos por movimentos sociais, sem citar nominalmente a quais se referia. Concordo integralmente com ele (ministro Gilmar Mendes). Mas não devemos exagerar no uso da força. Um governo democrático não pode ser repressivo gratuitamente para não ver desmoralizado sua legitimidade, ponderou.

Ele citou que o governo tem tratado com cuidado e da mesma forma os fazendeiros da região Norte que pararam as estradas para pressionar o governo a renegociar suas dívidas, e também o MST (Movimento dos Sem Terra), que ocupou prédios públicos no chamado Abril Vermelho.

Tarso Genro acrescentou ainda que, na ocupação de prédios públicos federais, a PF pode retirar os manifestantes, mas nas fazendas de propriedade privada, a responsabilidade da segurança é dos governos estaduais. Não podemos invadir jurisdição; nesses casos, quem deve agir é a polícia estadual, disse.

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