Ministro da educação critica uso de cartão corporativos por reitores

BRASÍLIA - O ministro da educação, Fernando Haddad, criticou nesta terça-feira (22) o uso de cartões corporativos por reitores de universidades. De acordo com ele, as regras que envolvem o uso desta forma de pagamento são complexas e o mais correto seria a utilização somente por alguns servidores.

Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias |

"Um reitor tem tantos assuntos, ter de se dedicar a isso e fazer bom uso de um instrumento tão complexo não é o caminho", disse.

Ele também não se eximiu de responsabilidade, e admitiu que nem mesmo ministros deveriam ter acesso aos cartões corporativos. Segundo Haddad o cartão não é um instrumento adequado para pessoas em situação de "grande visibilidade".

"Acho que isso deveria ficar restrito a servidores dedicados a administração das contas mais cotidianas", frisou. "[Eu] não tenho [cartão corporativo], nunca tive e não ia me julgar em condições de administrar mais um cartão", completou.

Questionado sobre o caso do reitor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Ulysses Fagundes Neto, que fez gastos na Disney (EUA), Haddad admitiu que existiram abusos, mas minimizou o caso, alegando que os recursos foram devolvidos.

Haddad ainda comentou que o caso não deve se transformar numa nova UNB, numa referência aos estudantes que ocuparam a reitoria da Universidade de Brasília e forçaram a renuncia do reitor Timothy Mulholland.

Segundo ele, o caso da Unifesp é personalizado, está todo em cima de Fagundes, diferente da UNB, em que a direção da universidade foi envolvida. Haddad destacou que caberá à comunidade acadêmica debater o assunto e encontrar uma saída para o impasse.

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