O ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal (STF), contestou a acusação do senador Eduardo Azevedo (PSDB-MG) de que teria usado uma prova falsa no voto favorável à abertura de um processo criminal contra o parlamentar por peculato. Hoje, Azeredo afirmou que é falso o recibo que comprovaria R$ 4,5 milhões do empresário Marcos Valério.

"O que eu tinha a falar sobre isso eu já disse ontem. Não há uma única palavra na defesa do acusado sobre esse recibo de R$ 4,5 milhões. Esse recibo consta da denúncia e a defesa silenciou-se completamente sobre ele", disse o ministro, durante o intervalo da sessão de julgamento.

Cerca de uma hora depois, durante o julgamento, Barbosa voltou a falar do assunto. Ele disse que há um recibo assinado, com data de 13 de outubro de 1998, em que o acusado afirma ter recebido das empresas SMP&B e DNA, de Marcos Valério, o valor de R$ 4,5 milhões.
"A defesa do acusado silenciou-se completamente sobre esse documento", frisou o ministro. Na denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal, também há uma referência expressa ao recibo de R$ 4,5 milhões.

O STF analisa desde ontem a denúncia do Ministério Público Federal contra Azeredo. O Ministério Público quer que o STF determine a abertura de uma ação penal contra Azeredo por crimes de peculato e lavagem de dinheiro. O julgamento foi interrompido no final da tarde de ontem e retomado hoje à tarde. Até agora, apenas o relator, Joaquim Barbosa, leu o seu voto. Ele ainda não concluiu a leitura. Os outros 10 ministros ainda não se manifestaram.

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