Ministro britânico elogia Brasil e vê esperanças em Copenhague

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro do Meio Ambiente do Reino Unido, Hilary Benn, elogiou nesta quarta-feira o compromisso brasileiro de reduzir emissões de gases do efeito estufa em até 38,9 por cento até 2020 e afirmou que ainda acredita em um acordo na reunião do clima da ONU, em Copenhague. Benn, que se reuniu com ministros em Brasília, disse esperar que a posição brasileira incentive outros países a fecharem metas sobre redução de emissões de CO2 na cúpula da Organização das Nações Unidas na capital dinamarquesa, em dezembro.

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"A primeira coisa que eu queria dizer era, realmente, aplaudir calorosamente o anúncio que o presidente Lula fez na semana passada sobre a oferta que o Brasil está preparado para colocar sobre a mesa (em Copenhague)", disse Benn a jornalistas.

O governo brasileiro assumiu na semana passada o compromisso de reduzir entre 36,1 por cento e 38,9 por cento as emissões de CO2. Com isso, o país pretende desempenhar papel-chave na reunião da ONU e convencer países ricos a anunciarem metas próprias.

"Acho que (o compromisso do Brasil) é extremamente significativo e mostra uma liderança absolutamente clara e determinada e espero que aja como um incentivo para que outros que vão a Copenhague façam o mesmo", declarou Benn.

Especulações sobre o futuro da conferência climática aumentaram depois de uma reunião do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), no fim de semana. Os líderes desses países recuaram da meta de reduzir pela metade as emissões e se comprometeram a cortá-las "substancialmente" até 2050.

"As decisões que o mundo tomar neste encontro terão um impacto enorme no futuro do nosso planeta", afirmou Benn.

"Gostaria de deixar bem claro que o governo do Reino Unido segue absolutamente comprometido com um acordo político em Copenhague", disse Ben.

As negociações na capital dinamarquesa têm o objetivo de chegar a um acordo para substituir o Protocolo de Kyoto, de 1997, de redução das emissões de gases-estufa, apontados como responsáveis pelo aquecimento global.

Entre os principais entraves para um acordo estão divergências sobre como dividir os esforços de redução de emissões entre países desenvolvidos e em desenvolvimento e de onde sairão bilhões de dólares em recursos apara ajudar os países pobres a fazerem frente às mudanças no clima.

(Reportagem de Ana Nicolaci da Costa)

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