Ministra reclama de falta de recursos para preservar Amazônia

BRASÍLIA - A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, lamentou nesta quarta-feira que a unanimidade em torno da necessidade de preservação da floresta amazônica não resulte em ações práticas. Todos concordam em compensar financeiramente aqueles que estão preservando, mas, na discussão do Orçamento, não destinaram recursos para isso. Gostaríamos de poder traduzir na prática essa unanimidade¿, disse a ministra.

Carollina Andrade - Último Segundo/Santafé Idéias |

Entretanto, Marina Silva destacou que apesar dos poucos recursos, as ações desenvolvidas pelo governo federal têm dado resultado. Segundo ela, nos últimos cinco anos, a área de floresta certificada passou de 300 mil hectares para 3 milhões de hectares. A ministra reafirmou ainda que a preservação da Amazônia exige de todos "coerência, competência, ética e capacidade de diálogo".

Entre as ações mais recentes do governo federal, está o recadastramento de propriedades rurais localizadas na área da floresta. O objetivo é coletar dados mais adequados para que o Estado faça o controle do desmatamento. A área total dos 36 municípios a serem alcançados pelo recadastramento alcança 77,9 milhões de hectares, incluindo áreas urbanas, indígenas e de preservação ambiental, além de terras devolutas da União e dos estados.

Durante a reunião, a ministra afirmou ainda que, em ano eleitoral, o desmatamento da Amazônia costuma ser maior, devido à flexibilidade na fiscalização por parte dos municípios. No entanto, a ministra acrescentou que não gostaria de entrar em detalhes sobre o assunto.

Bird

Questionada pela imprensa sobre o relatório do Banco Mundial (Bird), que mostra que o Brasil foi o país que mais desmatou no mundo entre 2000 e 2005, a ministra Marina Silva afirmou que as ações que o governo têm tomado para conter o problema poderão ser melhor dimensionadas em agosto.

Na última terça-feira, o Banco Mundial (Bird) divulgou relatório em que o Brasil desponta como o país que mais desmatou no mundo, entre 2000 e 2005. Seriam 31 mil quilômetros quadrados de floresta derrubada anualmente, segundo o órgão. Dados do sistema Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), também apontaram que, na Amazônia, o desmatamento avançou 12% em fevereiro deste ano, na comparação com o mês anterior. Teriam sido derrubados 724 km² de floresta na região ante 639 km² no mês de janeiro.

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