Rigor, Copacol e BRF Brasil Foods são as empresas que tiveram suspensa a comercialização de carnes de aves in natura

A quantidade de água além do permitido por lei levou o Ministério da Agricultura (Mapa) suspender a comercialização de carnes de aves in natura congeladas e resfriadas das empresas Rigor Alimentos Ltda, de São Paulo, Copacol – Cooperativa Agroindustrial Consolata, do Paraná, e BRF Brasil Foods, de Santa Catarina. De acordo com o Mapa, as empresas foram submetidas ao regime especial de fiscalização, que determina a análise de todo o estoque antes de liberação para o comércio, e verificou-se que alguns de seus produtos, ao serem descongelados, apresentavam níveis de água acima do determinado pela legislação. 

A Portaria nº 210, de 1998, prevê que as carcaças e cortes de aves podem ter, no máximo, 6% de água após descongeladas. O Mapa recolhe por ano mais de mil amostras para analisar esse percentual, tanto em produtos produzidos nas empresas como naqueles que já estão à venda nos supermercados. Quando a irregularidade é detectada, os estabelecimentos são autuados, multados e podem passar pelo regime especial de fiscalização.

De 2007 até hoje, 34 indústrias foram submetidas a esse regime. Este ano foram incluídas até agora oito empresas. Segundo o ministério, para sair do regime especial de fiscalização, elas precisam revisar seus programas de autocontrole e apresentar análises de três lotes com os padrões previstos em lei.

O consumidor que perceber a irregularidade de excesso de água nas carnes de aves congelada pode denunciar o fabricante à Ouvidoria do Ministério da Agricultura pelo telefone 0800 7041995.

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