Ministério Público vai investigar excesso de urânio em poços artesianos de município baiano

BRASÍLIA - O Ministério Público Federal vai investigar a denúncia de contaminação dos poços artesianos que abastecem a população de Caetité (BA) feita pela organização não-governamental Greenpeace. A entidade coletou algumas amostras de água que indicaram nível de urânio acima do permitido pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). O relatório com os dados foi divulgado pela organização no dia 16 de outubro.

Agência Brasil |

O Ministério Público vai investigar agora se esse nível de urânio acima do permitido é em razão da atividade das Indústrias Nucleares do Brasil (INB) ou se é característico da própria região, que é naturalmente radioativa, explica a desembargadora do Ministério Público Federal na Bahia Flávia Galvão Arruti em entrevista nesta terça-feira (11) ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional.

O Ministério Púbico Federal realizou uma audiência pública em Caetité, cidade a 700 quilômetros de Salvador, na última sexta-feira (7) para ouvir a comunidade local sobre a questão.

O Ministério Público anunciou diversas medidas que iria adotar, entre elas a realização de uma auditoria independente, com peritos que serão designados pelo Ministério Público Federal, com a participação da população, da INB e da Comissão de Energia Nuclear. A finalidade é verificar se a INB tem ou não responsabilidade na contaminação.

Para a desembargadora, o Greenpeace fez um excelente trabalho. [O movimento] foi o catalizador dessas informações. Apesar de já existir um procedimento administrativo no Ministério Público investigando a INB, é a primeira vez que chega uma denúncia sobre elevado índice de urânio em Caetité.

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