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Ministério Público vai apurar trote violento em universidade no interior de São Paulo

O Ministério Público Federal (MPF) em Jales enviou ofício à Universidade Camilo Castelo Branco (Unicastelo), em Fernandópolis, no interior de São Paulo, para apurar eventual responsabilidade da instituição na agressão sofrida por um http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2010/02/02/estudante+e+obrigado+a+beber+alcool+combustivel+durante+trote+em+universidade+9384147.htmlestudante que teria sido obrigado a beber álcool combustível durante trote aos alunos.

Daniel Torres, iG São Paulo |

De acordo com a denúncia, durante oito horas, um estudante de veterinária sofreu agressões físicas e psicológicas durante um trote praticado por alunos veteranos da universidade. O aluno, que prefere não ser identificado, afirmou que teve de beber álcool combustível.

No documento enviado pelo MPF a Unicastelo, o orgão questiona a se já foram adotadas medidas para apurar a autoria do ocorrido, se a instituição de ensino prestou assistência ao estudante, quais as medidas adotadas para evitar novas ações no mesmo sentido e como é realizada a segurança dos alunos na universidade.

Em entrevista ao iG, o reitor da Unicastelo, Gilberto Luiz Moraes Selber, afirmou que a universidade já está apurando as denúncias. "A universidade é absolutamente contrária ao que aconteceu. Instauramos uma comissão de sindicância que terá 15 dias para apresentar um relatório. Vamos analisar tudo desde o começo. Serão ouvidos os alunos, o denunciante, a família, os vigilantes do campus".

Em setembro de 2009, o MPF já havia recomendado que todas as universidades do Estado de São Paulo promovessem as medidas de segurança necessárias para coibir a prática do trote violento, humilhante, vexatório ou constrangedor aos calouros.

O reitor lamentou o ocorrido e disse que a Unicastelo investe em programas para que problemas como este não aconteça. "Já tivemos alguns problemas com relação a trote, mas nunca dessa maneira. O caso está tomando uma repercussão nacional. Durante o ano temos trabalhado com os alunos para que recebam os calouros de forma acolhedora".

A universidade, por meio de sua assessoria de imprensa, disse que, assim que os agressores forem identificados, serão expulsos. "A universidade não tem responsabilidade jurídica pelo o que aconteceu, pois o trote foi fora do prédio, mas é uma questão moral. Eles feriram as normas da universidade".

O procurador da República Thiago Lacerda Nobre, responsável pelo documento enviado à universidade, também enviou ofício à Delegacia Seccional de Fernandópolis em que pede informações sobre as providências adotadas, no âmbito policial,  para apuração do que aconteceu com o estudante.

No documento, o procurador pede que a polícia remeta à procuradoria cópia integral dos procedimentos e de documentos que possam auxiliar o procedimento investigativo do MPF.

É importante investigar esse episódio infeliz, em especial porque desde o ano passado o MPF já  inha recomendado que universidades e faculdades tomassem providências para que fatos como esse não acontecessem novamente ressaltou Nobre.

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