Ministério Público quer que Prefeitura de SP suspenda contratos de merenda escolar

O Ministério Público (MP) de São Paulo vai encaminhar até terça-feira uma recomendação à Prefeitura da capital paulista para que suspenda os contratos de fornecimento de merenda escolar firmados em 2006. Segundo o MP, há suspeita de irregularidades.

Redação com Agência Estado |

O promotor Silvio Antonio Marques, da Promotoria do Patrimônio Público e Social, afirmou nesta quinta que quer que o Poder Municipal deixe de lado a terceirização e reassuma o serviço. "Vamos dar à Prefeitura a oportunidade de acabar com essa sangria do dinheiro público", disse Marques, ao se referir às suspeitas de conluio e pagamento de propina envolvendo fornecedores e funcionários públicos.

O promotor ponderou que o prefeito Gilberto Kassab (DEM) pode não aceitar a recomendação. Nesse caso, a promotoria tomaria outras medidas para suspender a terceirização da merenda. Marques não detalhou, no entanto, quais medidas pretende tomar em caso de negativa da Prefeitura. O prazo para que o município reassuma o serviço deve ser de 45 dias.

O MP na capital encaminhou informações sobre o suposto esquema para, pelo menos, 20 outras promotorias do Estado e suspeita de irregularidades semelhantes no fornecimento de merenda escolar no Rio Grande do Sul.

Até agora foram ouvidas pelo MP e pela polícia oito pessoas. Marques disse que pretende convocar no mínimo mais cinco para prestar depoimento. Entre elas, estão o atual secretário municipal da Saúde e ex-secretário de Gestão, Januário Montone, e secretário municipal da Educação, Alexandre Schneider.

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