Ministério Público quer bloquear bens e contas da Igreja Universal

O Ministério Público Estadual (MPE) vai pedir à Justiça o bloqueio dos bens e de contas bancárias de empresas e dos acusados de integrar suposto esquema montado pela Igreja Universal do Reino de Deus para aplicar o dinheiro obtido com doações de fiéis no enriquecimento pessoal de seus dirigentes. A medida deve ser tomada no Brasil e nos Estados Unidos.

Agência Estado |

Futura Press
Bispo Edir Macedo é investigado

Bispo Edir Macedo é investigado

Na avaliação dos promotores, o sucesso do pedido dependerá do resultado das quebras de sigilo solicitadas na semana passada ao Departamento de Justiça norte-americano.

Estão na mira do Ministério Público Estadual o bispo Edir Macedo, líder e fundador da Universal, além de nove dirigentes e empresas ligadas à igreja. A promotoria de Nova York abriu nesta semana investigação sobre o caso.

Desde agosto, Macedo e outros nove diretores da Universal respondem a processo na 9ª Vara Criminal da capital paulista, acusados de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

No pedido encaminhado à Justiça norte-americana, os promotores pedem uma devassa em 15 contas atribuídas a integrantes da Universal em Nova York, Jacksonville e Miami.

O Ministério Público Estadual considera que, para dar continuidade às investigações na esfera cível, é necessário conseguir o congelamento de bens e quebra de sigilo de 1º de janeiro de 1992 até os dias atuais.

Segundo os promotores, as empresas movimentaram recursos que acabaram utilizados, por exemplo, na compra da TV Record do Rio, adquirida por US$ 20 milhões. O dinheiro, diz o Ministério Público Estadual, passou por duas contas bancárias abertas em agências do Banco Holandês Unido (ABN AMRO Bank), em Miami e Nova York.

Os promotores afirmam ainda que, em 1992, a Investholding remeteu ao Brasil US$ 6 milhões.

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