Ministério Público prende duas advogadas suspeitas de terem ligações com PCC

SÃO PAULO - O Grupo de Atuação Especial de Prevenção e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo realizou nesta sexta-feira a Operação Primadona, em combate ao suposto apoio jurídico às quadrilhas do Primeiro Comando da Capital (PCC), que agem dentro dos presídios do Estado. Todos os seis mandados de prisão foram cumpridos. Entre os presos, estão as duas advogadas, Alessandra Moller e Patrícia Gallinto Godoy, acusadas de orientar a ocultação de crimes, lavagem de dinheiro e articulação da comunicação entre lideranças do PCC.

Redação |

A operação cumpriu os seis mandados de prisão e mandados de busca e apreensão em residências e escritórios em São Paulo, Presidente Prudente e Vale do Paraíba.

Segundo assessoria, o MP interceptou ligações telefônicas feitas do presídio de Presidente Wenceslau pelo presidiário Orlando Motta Junior, mais conhecido como "Macarrão" ou "Kalakalu", membro do alto escalão do PCC. As escutas revelaram que "Macarrão" era responsável pelo braço jurídico da facção, conhecido NO presídio como "Sintonia dos Gravatos".

De acordo com as investigações, a organização jurídica arrecadava mensalmente cerca de 250 mil reais, a renda era destinada ao pagamento de advogados contratados exclusivamente para cuidarem dos membros da facção criminosa.

A advogada Alessandra foi presa em Presidente Prudente, de onde coordenava a equipe de advogados da capital paulista. Já Patrícia era responsável pela equipe do interior do Estado. Durante a investigação, escutas capturaram várias conversas de dentro do presídio entre "Macarrão" e as duas advogadas. As duas ainda são acusadas de negociarem eventuais pagamentos de propinas a policiais e autoridades para introduzirem aparelhos celulares nos presídios.

Entre os outros presos estão Jamilson Andrade Fernandes, Maria Inês da Silva, Maria Jucinéia da Silva e Silerne Costa Aguilar. Jamilson foi preso em São José dos Campos, interior de São Paulo, onde era responsável pela preparação do ponto de vendas de drogas no bairro Parque Interlagos. Segundo o MP, ele é considerado o gerente dos pontos comandados por "Macarrão" de dentro do presídio. Com Jamilson foram apreendidos 7 mil reais em espécie e nove aparelhos celulares.

Maria Inês é sogra de Jamilson e cuidava do tráfico de drogas e de toda a logística dos pontos do genro. A esposa de "Macarrão", Maria Jucinéia, irmã de Maria Inês, era responsável por toda a lavagem de  dinheiro da quadrilha. Em São Paulo, no bairro Cidade Dutra, Sirlene foi presa por ser responsável pela venda das drogas em favelas da capital.

De acordo com o MP, 150 pessoas estiveram envolvidas nas investigações. Sendo oito promotores, agentes de promotoria, policiais do Centro de Apoio e Execução (CAEX) e mais de 80 policiais militares.

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