A avaliação preliminar do Ministério Público do Distrito Federal, que investiga um possível vazamento das provas do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), considerou que não há razão para cancelar a aplicação da prova. Em nota publicada no site do MP-DF, o procurador Carlos Henrique Martins Lima, responsável pela apuração do caso, considera que, até agora não há nenhum indício de que o conteúdo do teste tenha vazado.

No início desta semana, uma equipe da Polícia Rodoviária Federal encontrou provas sendo transportadas sem lacre de segurança em uma caminhonete na região de Três Rios (RJ). Parte do material era composto por folhas de resposta, que não são sigilosas, mas havia também quatro caixas de provas para deficientes visuais. A empresa Consulplan, responsável pela impressão e distribuição do material, alega que um funcionário de confiança, fiel depositário, estava acompanhando a viagem.

Apesar de afirmar que é necessário melhorar o sistema de segurança das provas realizadas pelo MEC, o procurador afirmou que não há motivos para suspender ou cancelar o exame, que se realiza no próximo dia 8 de novembro.

Ontem, o Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp) e o Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular protocolaram um pedido de cancelamento no Instituto Nacional de Estatísticas e Pesquisas Educacionais (Inep), responsável pela prova. O Ministério da Educação não respondeu, mas divulgou hoje a nota do MP.

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