Ministério Público não quer uso de leitos por planos de saúde

Possibilidade de que estabelecimentos públicos de saúde reservem até 25% de sua capacidade para planos foi instituída por uma lei

AE |

selo

A Promotoria de Justiça de Direitos Humanos de São Paulo ajuizou nesta terça-feira ação civil pública para impedir a entrega de 25% dos leitos de hospitais públicos estaduais, gerenciados por organizações sociais, para particulares e planos de saúde.

A possibilidade de que estabelecimentos públicos de saúde reservem até 25% de sua capacidade operacional para atender pacientes usuários do sistema privado e conveniado foi instituída por uma lei de 27 de dezembro de 2010, regulamentada no último dia 6 de julho. 

Para os promotores, porém, "se a medida for implementada haverá uma situação aflitiva na saúde pública do Estado, uma vez que os dependentes do SUS (Sistema Único de Saúde) perderão 25% dos leitos públicos dos hospitais estaduais de alta complexidade, que já são, notoriamente, insuficientes para o atendimento da demanda de nossa população". 

A Promotoria também argumenta que o Conselho Nacional de Saúde, órgão encarregado de traçar as políticas públicas na área de saúde, se manifestou contra a entrega de leitos públicos para particulares e planos de saúde.

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG