Ministério Público interdita metrô de Teresina por três dias

Locomotivas saíram dos trilhos pela 3ª vez em um mês. Com paralisação, técnicos farão vistoria para verificar padrão de segurança

Wilson Lima, iG Maranhão |

Após três descarrilamentos em um mês, o promotor da Vara da Fazenda Pública do Piauí, Fernando Ferreira dos Santos, determinou nesta quarta-feira a interdição do metrô de Teresina por um período de 72 horas. A medida valerá entre a próxima sexta-feira, 20, e o próximo domingo, 22. Hoje, cerca de 13 mil pessoas utilizam diariamente o metrô da capital do Piauí.

A interdição do metrô ocorrerá para que a Companhia Metropolitana de Transportes Públicos (CMTP), responsável pelo serviço, realize vistorias técnicas com o objetivo de verificar os padrões de segurança dos trilhos, que tem aproximadamente 50 anos. Além de técnicos da CMTP, profissionais do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Piauí (CREA-PI) também participarão das inspeções.

O promotor Fernando Santos afirma que os constantes descarrilamentos provocaram um sentimento de desconfiança na população de Teresina com o metrô. “É necessária uma análise mais precisa dos problemas que vem ocorrendo no metrô. Os usuários precisam retomar a confiabilidade que vem sendo perdida após os últimos incidentes”, disse.

Essa é a segunda vez que o Ministério Público do Piauí (MPE-PI) recomenda a paralisação dos serviços do metrô em Teresina. No final de abril, o promotor Fernando Santos também pediu a interdição do metrô por 72 horas. A solicitação foi revogada porque, na época, a CMTP disse que não haveria necessidades de paralisar o metrô para a realização de vistorias.

Na terça-feira desta semana, a Ordem dos Advogados do Brasil do Piauí (OAB-PI) ingressou com uma representação na Procuradoria Geral de Justiça (PGJ) do Estado solicitando a suspensão do serviço de metrô em Teresina por tempo indeterminado. Até agora, a PGJ ainda não respondeu ao pedido da OAB. O presidente da Comissão de Defesa dos Direitos do Consumidor da OAB-PI, Astrogildo Assunção, disse que a medida visava preservar a integridade física de milhares de usuários.

Desde o dia 14 de abril desse ano, o metrô de Teresina já descarrilou três vezes . Nas duas primeiras ocasiões, a CMTP culpou o excesso de água nos trilhos pelos incidentes. No acidente de segunda-feira, houve indícios de sabotagem, segundo a Companhia Metropolitana de Transportes Públicos. Entre abril e maio, houve uma quarta paralisação dos serviços do metrô, mas por uma pane mecânica dos trens.

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