SÃO PAULO - O Ministério Público do Estado de São Paulo instaurou, nesta quarta-feira, inquérito civil para acompanhar a greve dos policiais civis do Estado, que teve início na última terça-feira.

Acordo Ortográfico O inquérito tem como finalidade assegurar que a categoria mantenha em atividade o efetivo mínimo determinado pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT), para que não haja descontinuidade do serviço prestado à população.

Greve

Os policiais reinvindicam melhores condições de trabalho, aumento salarial e incorporação dos benefícios à folha de pagamento. Segundo o sindicato da categoria, durante a greve, as delegacias devem trabalhar com o efetivo de 80%, porém, só atenderão a casos de urgência, como sequestros, assaltos, assassinatos e flagrantes.

A Secretaria de Segurança Pública disse, em nota, que as reivindicações dos sindicatos representariam um acréscimo de R$ 3 bilhões à folha de pagamentos da Polícia Civil, portanto, um aumento inteiramente fora da realidade orçamentária do Estado.

Esta é a segunda paralisação da polícia civil neste ano. No dia 13 de agosto, os policiais também pararam e o movimento durou apenas 7 horas. Na ocasião, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou a suspensão da greve e marcou as primeiras reuniões de conciliação.

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