Ministério Público Federal pede afastamento de Yeda Crusius

PORTO ALEGRE - O Ministério Público Federal anunciou nesta quarta-feira que vai mover ação de improbidade administrativa contra a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB); seu marido, Carlos Crusius; a assessora do governo estadual Walna Menezes; o ex-secretário-geral de governo Delson Martini; o deputado federal José Otávio Germano (PP); os deputados estaduais Luiz Fernando Zachia (PMDB) e Frederico Antunes (PP); o presidente do Tribunal de Contas do Estado, João Luiz Vargas; e o tesoureiro da campanha do PSDB ao governo do Estado em 2006, Rubens Bordini.

Redação com Agência Estado |

A ação vai propor o afastamento temporário dos agentes públicos enquanto durar o processo e a perda dos cargos no julgamento. Também pedirá o bloqueio de bens ou valores que os acusados tenham auferido ilicitamente e seu ressarcimento aos cofres públicos.

Os promotores que compõem a força-tarefa que investiga desdobramentos da fraude que apurou desvios de R$ 44 milhões do Detran no final de 2007 não detalharam as acusações que farão contra a governadora e as outras pessoas relacionadas na ação alegando que há impedimentos legais para isso.

Disseram, genericamente, que há irregularidades como enriquecimento ilícito ou dano ao erário público ou ferimento aos princípios da administração pública, sem indicar quais delas teriam sido praticadas por quais acusados.

De acordo com nota do MPF, os fatos são referentes ao desvio de verbas envolvendo o Detran, a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e fundações de apoio, assim como outras sete empresas.

Aliados de Yeda e deputados da oposição estranharam o comportamento adotado pela governadora nos últimos dias. Depois de uma semana em Canela, na Serra Gaúcha, ela voltou às atividades na segunda-feira, mas não compareceu à reunião de coordenação de governo que estava agendada. Ontem faltou a outro compromisso agendado, o lançamento da Expointer, ao meio-dia, e à noite viajou de novo para Canela.

Entre os pedidos do MPF, estão a perda dos bens ou valores desviados; ressarcimento integral da verba desviada; perda do cargo e da função pública; suspensão dos direitos políticos de oito a dez anos; pagamento de multa civil de até três vezes o valor do acréscimo patrimonial ou de até cem vezes o valor da remuneração percebida pelo agente e a proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais pelo prazo de dez anos.

Assista ao vídeo sobre o caso:

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