Ministério Público Federal investiga Banco de Brasília

BRASÍLIA - Citado no inquérito da Polícia Federal e do Ministério Público Federal como sendo um ¿dos setores do atual governo mais cooptado por corrupção¿, o Banco de Brasília (BRB) é investigado do Ministério da Saúde e do Ministério Público do Distrito Federal. Os dois órgãos apuram a aplicação indevida de recursos repassados pelos governo federal ao GDF em contas do BRB.

Erika Klingl, iG Brasília |

De acordo com um relatório prévio da investigação, preparado há dois meses pelo promotor Jairo Bisol, da 1ª Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos da Saúde (Prosus), no ano passado, o Ministério da Saúde repassou R$ 378 milhões para a Secretaria de Saúde do DF. Em março desse ano, no entanto, R$ 238 milhões estavam aplicados em CDBs do Banco de Brasília.

O GDF aproveitou o dinheiro da Saúde para fazer funding, afirmou Bisol ao iG, referindo-se a uma estratégia bancária de consolidação financeira a partir da conversão um débito de curto prazo em um outro de longo prazo com a emissão de novos títulos. Na prática, o dinheiro da saúde, de acordo com o promotor, servia para fortalecer o BRB. Agora, temos que aprofundar as investigações para ver se há relação entre as denúncia de aplicação indevida de dinheiro e a Operação Caixa de Pandora, completa o promotor.

Programas

De acordo com a investigação do MP, o dinheiro deixou de ir para programas que deveriam atender a população causando prejuízo social aos usuários do SUS. Pelo menos quatro deles ¿ Saúde da Família, Combate à Aids, Agentes de Saúde e o Samu ¿ tinham sobra de recursos todos os anos. O troco, ia direto para o BRB. De acordo com o governo local, o dinheiro ficaria aplicado enquanto dura a burocracia para compra de remédios e equipamentos. A explicação, de acordo com Bisol, ainda não foi suficiente.

Os valores citados no relatório do Ministério Público são prévios já que foram passados pela investigação do Departamento Nacional de Auditorias do SUS, o Denasus, do Ministério da Saúde, para a Prosus sem que a investigação estivesse concluída. Segundo a assessoria da Pasta, Bisol teve acesso a um resumo do trabalho feito pelos auditores. A investigação do Denasus não está pronta.

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