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BRASÍLIA - Citado no inquérito da Polícia Federal e do Ministério Público Federal como sendo um ¿dos setores do atual governo mais cooptado por corrupção¿, o Banco de Brasília (BRB) é investigado do Ministério da Saúde e do Ministério Público do Distrito Federal. Os dois órgãos apuram a aplicação indevida de recursos repassados pelos governo federal ao GDF em contas do BRB.

De acordo com um relatório prévio da investigação, preparado há dois meses pelo promotor Jairo Bisol, da 1ª Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos da Saúde (Prosus), no ano passado, o Ministério da Saúde repassou R$ 378 milhões para a Secretaria de Saúde do DF. Em março desse ano, no entanto, R$ 238 milhões estavam aplicados em CDBs do Banco de Brasília.

O GDF aproveitou o dinheiro da Saúde para fazer funding, afirmou Bisol ao iG, referindo-se a uma estratégia bancária de consolidação financeira a partir da conversão um débito de curto prazo em um outro de longo prazo com a emissão de novos títulos. Na prática, o dinheiro da saúde, de acordo com o promotor, servia para fortalecer o BRB. Agora, temos que aprofundar as investigações para ver se há relação entre as denúncia de aplicação indevida de dinheiro e a Operação Caixa de Pandora, completa o promotor.

Programas

De acordo com a investigação do MP, o dinheiro deixou de ir para programas que deveriam atender a população causando prejuízo social aos usuários do SUS. Pelo menos quatro deles ¿ Saúde da Família, Combate à Aids, Agentes de Saúde e o Samu ¿ tinham sobra de recursos todos os anos. O troco, ia direto para o BRB. De acordo com o governo local, o dinheiro ficaria aplicado enquanto dura a burocracia para compra de remédios e equipamentos. A explicação, de acordo com Bisol, ainda não foi suficiente.

Os valores citados no relatório do Ministério Público são prévios já que foram passados pela investigação do Departamento Nacional de Auditorias do SUS, o Denasus, do Ministério da Saúde, para a Prosus sem que a investigação estivesse concluída. Segundo a assessoria da Pasta, Bisol teve acesso a um resumo do trabalho feito pelos auditores. A investigação do Denasus não está pronta.

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