Procuradores e promotores entraram ontem com ação de improbidade administrativa contra o reitor da Universidade de Brasília (UnB), Timothy Mullholand. Em meio à ocupação do prédio da reitoria por estudantes, que reivindicam sua saída do cargo por uso indevido de recursos da Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), o reitor agora vai responder a ação proposta pelo Ministério Público Federal no Distrito Federal e o Ministério Público no Distrito Federal e Territórios.

Mulholland e o decano de administração da UnB, Erico Paulo Weidle, são acusados de usar recursos destinados ao financiamento de projetos de pesquisa e desenvolvimento institucional da UnB para decorar o apartamento usado pelo reitor. De acordo com a ação, cerca de R$ 470 mil foram gastos para mobiliar e decorar o imóvel. Outros R$ 72 mil reais foram usados para comprar um automóvel de uso exclusivo do reitor. Todos os gastos foram custeados pela Finatec.

Para o Ministério Público, os gastos são considerados ilegais e imorais. Os promotores afirmam que houve desvio de finalidade nos recursos do fundo e que tal desvio beneficiaria o reitor. Ontem, Mulholland disse que se sente à vontade no cargo, apesar das acusações. Dizendo-se perseguido por grupos contrários a políticas sociais da UnB, o reitor procurou ontem o ministro da Educação, Fernando Haddad. “Muitos estão descontentes com esta política, que vem sendo criticada desde a sua criação”, disse. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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