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Ministério Público em BH denuncia Marcos Valério e mais 26 por mensalão mineiro

BELO HORIZONTE - O Ministério Público Federal em Belo Horizonte informou, nesta quarta-feira, que denunciou Marcos Valério de Souza e outras 26 pessoas, incluindo diretores e ex-diretores do Banco Rural, por crimes relacionados ao chamado mensalão mineiro. A denúncia foi feita na segunda-feira.

Redação |

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Mensalão mineiro é o nome dado ao esquema criminoso que teria beneficado o senador Eduardo Azeredo, durante sua campanha de reeleição ao governo de Minas Gerais em 1998. Este foi o esquema mais tarde utilizado em âmbito nacional naquele que ficou conhecido como o "escândalo do mensalão", em que parlamentares recebiam dinheiro para votar projetos do governo.

Marcos Valério está preso em 10 de outubro com a deflagração da Operação Avalanche. Ele é suspeito de articular um esquema para desmoralizar dois fiscais da Secretaria da Receita Estadual de São Paulo que haviam autuado a Cervejaria Petrópolis em mais de R$ 104 milhões. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou habeas-corpus para o empresário, nesta terça. Valério foi preso preventivamento sob as acusações de corrupção ativa, formação de quadrilha e calúnia.

Segundo a denúncia, pelo menos 3,5 milhões foram desviados dos cofres públicos do Minas Gerais para a campanha à reeleição de Azeredo.

Conforme a assessoria do Ministério Público, em sua decisão o juiz descreveu que "com os supostos contratos de publicidade aprovados, Marcos Valério antecipava os recursos financeiros aos participantes do esquema e para a campanha de Eduardo Azeredo e Clésio Andrade, distribuindo-os a seus colaboradores. Para tanto, efetuava empréstimos junto a instituições financeiras que posteriormente eram pagos com os recursos públicos obtidos ilicitamente ou pela própria instituição bancária". Os recursos da instituição financeira seriam transferidos por meio de contratos simulados de publicidade.

De acordo com o MP, o modo de operação dos esquemas - o mensalão mineiro e o nacional - foram idênticos. Os dois tinham o mesmo objetivo de conseguir recursos que não seriam contabilizados, utilizando para isso o superfaturamento de contratos de publicidade firmados com o governo estadual.

Os recursos obtidos eram, em sua maioria, destinados à campanha eleitoral. Empresas privadas e instituições financeiras também participavam do esquema, segundo o MP.

O senador Azeredo e outras 14 pessoas já foram denunciados em novembro de 2007 pelo procurador-geral da República Antônio Fernando de Souza.

As denúncias foram apresentadas na 4ª Vara da Justiça Federal em Belo Horizonte. Conforme o MP, alguns acusados podem ser condenados a até 30 anos de prisão.

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