Ministério Público e Secretaria de Segurança Pública investigam morte de bebê em creche

SÃO PAULO ¿ O Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe) pediu, nesta segunda-feira, que a Secretaria de Segurança Pública (SSP) e o Ministério Público Estadual, por meio da Promotoria da Infância e Juventude, investiguem as causas da morte do bebê Gabriel Santos Ribeira, de 7 meses. Ele morreu de parada cardiorrespiratória na última sexta-feira em uma creche na Vila Gustavo, zona Norte da capital paulista.

Redação |

Mario Ângelo/ AE
Bebê morreu aos sete meses
Segundo a assessoria do Ministério Público, uma reunião será feita com os promotores da Infância e Juventude para definir as ações a serem tomadas. Uma vistoria deve ser feita na creche Pedacinho da Lua, onde o bebê morreu, para verificar se há irregularidades no local.

Já a Secretaria de Segurança Pública informou que a Polícia Civil instaurou desde sexta-feira um inquérito para apurar a morte de Gabriel. Os pais do bebê, os responsáveis pela creche, alguns funcionários da escola e o médico que prestou atendimento à vítima irão depor a partir desta terça-feira. A polícia aguarda ainda a chegada do laudo toxicológico que irá determinar a verdadeira causa da morte do menino.

Protesto

Familiares do bebê realizam, desde o início da manhã desta segunda-feira, um protesto em frente à creche.  Os pais, em entrevista ao Fantástico, alegaram que houve negligência por parte dos empregados já que, segundo eles, quando a criança foi entregue à creche estava bem de saúde. Segundo a mãe da criança, identificada como Josefa, Gabriel foi entregue às 11h à escola e estava feliz, contente e sem nenhuma doença.

AE
Familiares do bebê Gabriel protestam em frente à creche

A direção da creche nega as acusações e classifica o caso como "fatalidade". Por meio de nota, ela informa que a "escola (...) é personagem de uma fatalidade". "As escolas legalizadas como a nossa, passam por avaliações freqüentes dos inspetores da prefeitura que constatam a conformidade de nossas práticas", destaca a creche.

"As acusações à escola como pré-ciência de maus tratos, má qualidade de alimentação, falta de funcionários, dentre outras barbaridades que estão sendo veiculadas, se analisadas com um pouco de bom senso e razão, percebe-se que não encontram respaldo e são fruto de oportunismo e falta de sensibilidade", acrescenta, por meio de nota. ( leia a íntegra )

Segundo a família, a morte do bebê só foi constatada quando o pai, Júlio Cezar Ribeira, foi buscá-lo. Ele conta que esperou por cerca de 5 minutos até uma funcionária avisá-lo que Gabriel "estava roxo". Júlio chegou a levar o filho para um hospital, mas, após tentativa para reanimar a criança por 40 minutos, ela não resistiu e morreu.

De acordo com a família, durante os procedimentos, os médicos encontraram restos de alimentos na criança, o que dificultou a entubação.

A creche destaca que adotou todos os procedimentos necessários de segurança com Gabriel "como alimentação e descanso na posição vertical e arroto, por exemplo". Ainda em sua defesa, a creche informou que comunicou ao Corpo de Bombeiros e reiterou que a morte da criança foi uma fatalidade.

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