Ministério Público do Rio denuncia militares por morte de criança

RIO DE JANEIRO - O Ministério Publico do Rio de Janeiro denunciou por homicídio duplamente qualificado, na noite desta segunda-feira, os dois policiais militares, o cabo William de Paula e o soldado Elias Gonçalvez da Costa Neto, suspeitos de disparar os tiros que mataram a criança João Roberto Amorim, de três anos, durante uma suposta perseguição a criminosos no dia 6 de julho no bairro da Tijuca, zona norte do Rio

Redação |


Os dois, que eram do 6º Batalhão de Polícia Militar (Tijuca), estão presos temporariamente desde o dia 9 de julho, a pedido do delegado Walter de Oliveira, que investiga o caso. Esse tipo de prisão (temporária) tem validade de 30 dias.

AE
Pai chora a morte do filho na Missa de 7º dia
Na denúncia, o promotor Paulo Rangel, os acusa formalmente pelo crime e espera para esta terça-feira uma decisão da Justiça.

Se a Justiça acatar a denúncia do Ministério Público, os dois militares passam a ser réus no processo e irão a julgamento. Os PMs ainda podem recorrer.

O caso

João Roberto estava com a mãe e o irmão menor quando o carro em que estavam foi alvejado por diversos tiros disparados pelos dois policiais no bairro da Tijuca, zona norte do Rio.

Enquanto eram efetuados os disparos, a mãe de João Roberto chegou a jogar uma fralda para avisar os militares de que havia crianças no carro. Não obteve sucesso e os tiros continuaram.

Os policiais alegaram que estavam em uma perseguição policial e que o carro da família de João Roberto era igual, ou muito parecido com o carro dos fugitivos que perseguiam.

João Roberto foi morto com um tiro na cabeça. A mãe e seu irmão não se feriram na ação.

    Leia tudo sobre: joão roberto

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG