Procurador-geral do MP do Distrito Federal é suspeito de estar envolvido no escândalo de corrupção que derrubou o ex-governador

Envolvido no escândalo de corrupção que derrubou o governador do Distrito Federal José Roberto Arruda, o Ministério Público do DF mudará de comando. O procurador-geral Leonardo Bandarra, suspeito de ter recebido propina mensal do ex-governador, deixará o cargo no início de julho, ao término de seu mandato.

Disputam a vaga os promotores de Justiça Carlos Alberto Cantarutti e Diaulas Ribeiro e a procuradora de Justiça Eunice Carvalhido. Cantarutti encabeça a lista tríplice levada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Ele venceu as eleições internas, deixando Eunice Carvalhido em segundo lugar e Diaulas Ribeiro em terceiro.

Lula não é obrigado a nomear o primeiro colocado da lista. No MP do Distrito Federal, por sinal, o presidente já escolheu o segundo candidato mais votado para comandar a instituição. Em 2004, Bandarra venceu as eleições internas da categoria, mas foi preterido por Lula, que nomeou Rogério Schietti.

Terminado o mandato, Bandarra poderá ser processado pela Justiça Federal e não mais pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Procuradores esperam o fim do foro especial para incluírem Bandarra na investigação que atinge a promotora Deborah Guerner. Ela é suspeita de intermediar o pagamento de propina ao procurador-geral do DF em troca da promessa de não interferência em contratos suspeitos firmados pelo governo do Distrito Federal com empresas de lixo.

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