Ministério Público discorda de tese da defesa para mudar vara que julga Satiagraha

SÃO PAULO - O Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo não concorda com o pedido feito pelos advogados de defesa do presidente do banco Opportunity, Dório Ferman, de transferir o processo da Operação Satiagraha, atualmente na 6ª Vara Criminal Federal, para a 2ª Vara. O processo apura a evasão de divisas e lavagem de dinheiro que teriam sido praticados pelo Grupo Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas.

Agência Brasil |

Por meio de nota, o Ministério Público disse não concordar com a tese da defesa, afirmando que os fatos e as pessoas investigadas são diversos e que o banqueiro Daniel Dantas e outros acusados na Operação Satiagraha não são investigados no processo do mensalão que tramita na 2ª Vara.

Em julho deste ano, Dório Ferman, e mais o banqueiro Daniel Dantas e a irmã, Verônica Dantas, viraram réus após o juiz Fausto De Sanctis ter aceitado uma nova denúncia feita pelo Ministério Público Federal em São Paulo.

Uma das suspeitas do Ministério Público é de que o Grupo Opportunity, quando estava no comando da Brasil Telecom, teria abastecido o chamado valerioduto, como ficou popularmente conhecido o suposto esquema comandado pelo publicitário Marcos Valério, que repassaria dinheiro para determinados parlamentares votarem a favor de projetos de interesse do governo federal. Marcos Valério é um dos réus do processo do mensalão, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).

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