O Ministério Público Federal em Guarulhos, na Grande São Paulo, denunciou três franceses e dois brasileiros pelo crime de atentado contra a segurança aérea. Segundo o Ministério Público, eles teriam causado tumulto e tentado invadir a cabine de comando de um avião da TAM durante o procedimento de decolagem.

O fato aconteceu na noite do dia 6 de dezembro do ano passado, quando os turistas franceses que tinham acabado de realizar um transatlântico se envolveram em uma confusão em uma aeronave da TAM, que sairia de Guarulhos rumo a Paris.

Os franceses Michel Ilinskas, Antonio Nascimento e Emilie Camus passaram cinco dias presos e o caso ganhou repercussão internacional. Os dois homens ficaram em uma cela do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarulhos, com outros 28 homens. A mulher passou dias na própria delegacia da Guarulhos. No dia 11 de dezembro, eles foram soltos após o pagamento de fiança de R$ 1.360. Agora, estão em liberdade provisória, mas proíbidos de deixar o País.  

Como eles não têm nenhum parente aqui, eles estão hospedados em uma instituição que cuida de aposentados franceses.

AFP
Michel Ilinskas, Antonio Nascimento e Emilie Camus

Turistas franceses Michel Ilinskas, Antonio Nascimento e Emilie Camus

Soco em policial

Um dos franceses também foi denunciado por desacato à autoridade e resistência à prisão por ter, segundo o Ministério Público, agredido com um soco um dos policiais federais que tentavam retirá-lo do avião. "Os fatos demonstram que os acusados praticaram atos tendentes a impedir a navegação aérea, e, desta forma, expuseram o voo a risco, uma vez que o tumulto ocorreu quando a aeronave estava prestes a decolar", afirma a nota do Ministério Público.

Segundo o Ministério Público, depois de problemas técnicos que atrasaram a decolagem da aeronave, o comandante do voo ofereceu aos passageiros a alternativa de desembarque, mas ninguém aceitou. Conforme a denúncia, após o anúncio do fechamento das portas do avião, o grupo passou a insuflar os demais passageiros, que deixaram seus assentos e tentaram invadir a segunda seção da classe executiva.

Invasão da cabine

O Ministério Púiblico Federal afirma que os três franceses denunciados incentivaram a invasão da cabine de comando quando a aeronave já estava com o motor esquerdo ligado e taxiando na pista de decolagem. O comandante, com receio de que a cabine fosse invadida, resolveu, então, abortar a  decolagem.

A Polícia Federal foi chamada, e os passageiros retornaram a seus lugares. Dois passageiros, com problemas de saúde, foram atendidos. Os comissários identificaram os líderes do tumulto e apontaram os três franceses e os dois brasileiros.

De acordo com o Ministério Público Federal, durante a retirada do francês que agrediu o policial brasileiro, o acusado alegou que não estava sujeito às leis brasileiras e que não acataria a ordem dos policiais para desembarque, que só o faria sob ordem de policiais franceses. Os três franceses denunciados estão obrigados a permanecer no Brasil até o julgamento do caso.

A Procuradoria requisitou ao Consulado Geral da França em São Paulo e à Interpol os antecedentes criminais, se existirem, dos denunciados de origem francesa.

(*com informações da Agência Brasil)

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